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CIDADES
Sábado, 17 de Maio de 2008, 15h:10

Série de acidentes marca trajetória

A pequena Maria Eduarda nasceu em 14 de janeiro de 2001. Sem condições para buscar atendimento em um hospital particular, os pais buscaram ajuda no hospital de sua referência, o Pronto-Socorro de Cuiabá. A mãe da menina, Suzana Gonçalves, já imaginava que não conseguiria ter parto normal porque o bebê era muito grande. Ela conta que, ao chegar ao hospital, a equipe médica constatou que realmente precisaria fazer uma cesárea urgente, mas não havia anestesista para realizar a cirurgia. O único profissional do hospital estava com outro paciente em sala de cirurgia. Sem muita opção, a equipe optou fazer o parto para salvar a mãe da criança. Suzana lembra que uma enfermeira assumiu todo o trabalho de parto e acabou usando o fórceps para tirar Maria Eduarda. Por causa disso, conta a mãe, a menina teve a clavícula quebrada e assim que nasceu, uma parada respiratória. Algumas horas depois, uma nova parada cárdio-respiratória. Depois disso, a pequena menina seguiu para a UTI do Hospital Júlio Muller, onde ficou em tratamento, já com ventilação mecânica. Quando Duda tinha quatro meses de idade, os pais receberem a notícia de que provavelmente a menina precisaria do ventilador mecânico a vida inteira. A notícia não desanimou os pais, que acompanhavam o desenvolvimento do bebê e os avanços que tinha no dia-a-dia. Duda aprendeu a reconhecer os pais e a chamá-los com as mãos. O pai, José Maria Amorim, lembra que ela era um bebê alegre e se desenvolvia normalmente. Aos sete meses, a pequena precisou ser transferida para uma UTI infantil – até então, estava em uma UTI Neonatal – e voltou para o Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá. “Um dia, bem no horário de visita, percebemos que ela estava sufocando. Avisamos as enfermeiras, que não nos deram atenção. Depois de alguns minutos, o cano por onde passa o ar entupiu e nossa filha teve mais uma parada respiratória. Depois disso, a vida dela mudou. Todos os avanços sumiram e não nos reconhecia mais. Só sabíamos que ela chorava porque escorriam lágrimas dos olhos dela”, conta a mãe, emocionada. (AC)

Edição EDIÇÃO 16966




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