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CIDADES
Terça-feira, 19 de Junho de 2012, 22h:10

PARALISAÇÃO

Sem RU, alunos buscam outras opções

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A greve geral da UFMT fechou o Restaurante Universitário (RU), que, em dias normais, serve em média três mil refeições, entre o almoço e o jantar. O fechamento afeta estudantes de graduação e de pós-graduação que participam de projetos ou pesquisas nos mais diversos cursos oferecidos pela instituição federal de ensino superior. Esse é o caso do universitário Renato Renan dos Santos, 26 anos, que é do Paraná (PR) e faz parte de um grupo de pesquisa do curso de História. “Têm muitos estudantes que precisam fazer projetos ou trabalhos na UFMT e fica difícil ou mais caro ter que ir em casa para almoçar”, comentou. Como é de fora, Renato Renan, assim como outros 180 universitários, moram em uma das setes Casas do Estudante, que faz parte da política de assistência estudantil da UFMT. Com a greve, a instituição federal tem feito semanalmente a entrega de gêneros alimentícios em cada uma das casas. “É complicado porque têm muitos estudantes que não sabem cozinhar e fica ainda mais difícil se você tem que vir para universidade fazer pesquisa, ter que ir em casa para fazer comida e depois voltar”, reclamou. Já os o grupo de colegas de Pós-graduação em História, Cassianna Inês dos Santos, 26 anos, Débora Ferreira, 21, Mauro Henrique de Alcântara, 25, e Dulcinéia Martins, 52 anos, terão que desembolsar dinheiro a mais para garantir o almoço. “Vamos procurar um lugar mais barato”, disse Mauro. No RU, a refeição custa R$ 1. Apesar disso, eles fizeram questão de afirmar que são a favor da greve. “O RU faz falta, mas a greve é necessária até para melhorar a estrutura. Às vezes, por falta de funcionários e de estrutura, a gente fica até mais meia hora na fila para almoçar”, disse Débora Ferreira. Pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT, Fabrício Carvalho, explicou que a UFMT tem garantido a entrega de alimentos às sete Casas de Estudantes. “A grande maioria dos estudantes de fora não está em Cuiabá. Eles voltaram para as suas casas. Mas semanalmente fazemos uma avaliação e entregamos os gêneros alimentícios de acordo com a quantidade de universitários que se encontram na casa”, informou. Carvalho destacou ainda outros programa de assistência estudantil oferecidos pela instituição federal como o Bolsa Permanente, no valor de R$ 360, os auxílios alimentação, de R$ 85, e moradia, R$ 300, que juntos beneficiam mais de 2,5 mil universitários. “Esses programas não foram interrompidos”, garantiu.

Edição EDIÇÃO 16962




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