CIDADES
Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014, 20h:57
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PNAD
Segurança alimentar sobe 2,7% em MT
Pesquisa do IBGE revela que nos últimos quatro anos 80,6% dos domicílios de MT têm acesso regular a alimentos de qualidade
YURI RAMIRES
Da Reportagem
A segurança alimentar subiu 2,7% nos últimos quatro anos e atingiu 80,6% domicílios mato-grossense, divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), voltada à Segurança Alimentar, Tecnologia da Informação e Comunicação. Conforme o documento, em 2009, apenas 77,9% da população se mantinha dentro da segurança alimentar, que é caracterizada pelo acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. Atualmente, 5,8% dos domicílios estão dentro da insegurança alimentar, que podem ser consideradas leve, moderada e/ou grave, diminuindo 1,6% em relação a 2009, quando o número era de 7,4%. No âmbito da insegurança alimentar, há três níveis: Leve, quando há preocupação ou incerteza quando acesso aos alimentos no futuro e qualidade inadequada. Moderada se dá diante da redução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação. Por fim, grave é quando há a redução quantitativa de alimentos entre crianças e/ou ruptura nos padrões de alimentação, resultante da falta de alimentos entre crianças ou fica o dia todo sem comer, por falta de dinheiro para comprar os alimentos. Segundo a pesquisa, 868 vivem em segurança, sendo que 910 são brancos e 1.596 pretos ou pardos. Outros 146 vivem no estado de insegurança alimentar leve, onde 129 são brancas e 365 pretas ou pardas. Já os que estão dentro da insegurança alimentar moderada e grave, encontram-se 32% de pessoas brancas e 6,6% de pretas ou pardas. A pesquisa é essencial para o combate à fome no país. Esse é o terceiro diagnóstico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em âmbito nacional, o grau de insegurança alimentar no Brasil caiu de 30,2% em 2009 para 22,6% em 2013. Estima-se que 52 milhões de pessoas apresentavam alguma restrição alimentar ou, pelo menos, alguma preocupação com a possibilidade de faltar alimentos. Quando a situação complicava, frente à ausência de alimentos, no Centro-Oeste, 37,3% das pessoas dizem que compram fiado. Já 27,5% pedem emprestados a parentes, vizinhos e amigos. Apenas 9,1% deixaram de comprar alimentos supérfluos e 7,4% pediram dinheiro emprestado. LIGADOS - Em questões tecnológicas, o que mais chama atenção, é de que 64% das pessoas que vivem a insegurança alimentar grave possuem aparelhos de celular, diferente das pessoas que vivem dentro da margem de segurança, onde apenas 50% possuem celulares. Vale ressaltar que esses dados são de 2013. Em 2009, os dados mostraram que a diferença já era percebida na época. Enquanto a população que vive em insegurança grave representava 47,3%, a parcela segura com posse de celular era de 37,8%.