A chacina que vitimou seis pessoas, supostamente brasileiras, é de conhecimento público há cerca de 30 dias na região de San Matias, na Bolívia. A informação foi repassada por um policial federal que acompanhou as buscas pelos corpos. Ele não quis se identificar. O agente assegurou que as vítimas da chacina eram brasileiros viciados em droga e que faziam serviço para narcotraficantes bolivianos. O informante só teria escapado da morte porque ficou sabendo a tempo e saiu do país. Ele não é de Mato Grosso e já teria retornado ao Estado de origem. A informação é de que os mandantes das execuções são bolivianos, mas os executores, brasileiros. O assunto é tão comentado na Bolívia que não foi difícil chegar ao local da desova, uma fazenda de propriedade de um boliviano, localizada próxima ao aeroporto, a cerca de 3 km da cidade. Lá, todos comentam o fato com detalhes. As investigações são da polícia boliviana. Ontem os corpos tiveram que ser enterrados no cemitério da cidade, que não possui um Instituto Médico Legal. A região é marcada pela pobreza e falta de infraestrutura. Eles serão desenterrados para coleta de material genético, procedimento feito pelos peritos bolivianos e brasileiros. Ontem, duas pessoas procuraram a PF de Cáceres afirmando ter parentes desaparecidos na Bolívia. Nos últimos 30 dias, outras pessoas fizeram a mesma comunicação, mas a PF não informou quantas foram. Todas foram cadastradas e serão procuradas para fornecer material genético que possibilite o confronto das amostras e a identificação dos corpos. Em um dos casos, o comunicante afirmou que a pessoa desaparecida tinha um pino de platina em um os braços devido a uma fratura. Entre os corpos encontrados na vala comum, a mulher, segundo a polícia, tem cabelos pretos longos. Ela usava sandálias de salto. Nenhuma outra característica pode ser notada nas vítimas devido ao estado dos corpos. Entre os executados, podem estar dois homens conhecidos como Pintinho e Mecânico.