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CIDADES
Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010, 09h:33

ENEM 2009

Reitora acredita que exame não traz mais forasteiros

Ao contrário do que se temia, a substituição do tradicional vestibular pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não deve aumentar o percentual de ocupação das vagas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) por estudantes de outros estados, especialmente nos cursos considerados “elitizados”, como Medicina, Direito e Administração de Empresa. A disputa pelas vagas do curso de Medicina, por exemplo, deve continuar sendo compartilhada por alunos de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, como acontece há décadas. Essa é a avaliação da reitora da UFMT, professora Maria Lúcia Cavalli Neder. Ano passado, por exemplo, citou a reitora, 48% dos alunos que ingressaram em Medicina eram estudantes de Mato Grosso. No quadro geral, 67% das vagas ofertadas pela universidade sempre foram ocupadas por mato-grossenses, completou. Outra tendência que está se confirmando no Enem, disse Maria Lúcia, é a concorrência. Medicina e Direito permaneceram como os mais disputados. Além disso, se manteve em ascensão o curso de Engenharia Civil, que desde os dois últimos vestibulares aparecia entre os mais procurados, impulsionado pelo crescimento do mercado da construção. Para Maria Lúcia Cavalli Neder, adotar integralmente o Enem como meio de acesso a UFMT foi uma decisão acertada da instituição. Além de oferecer, gratuitamente, uma chance de pleitear uma vaga no ensino superior, independente de onde o candidato mora, sem ter que sair de sua cidade, permitiu que as pessoas testassem seus conhecimentos. Prova dessa universalização seria o número de candidatos do Enem que indicaram a UFMT como faculdade para estudar. Dos 38 mil que se inscreveram no último vestibular saltou para 107 mil. “O Enem não trabalha com reprovação, mas possibilidades”, disse. A professora lembrou que nesse novo modelo de avaliação busca-se o ingresso na faculdade de acordo com a pontuação obtida. Sendo assim, quem parou de estudar no ensino médio e está há décadas afastado da sala de aula não se sentirá reprovado ou burro. Quem achava que não tinha chance de aprovação num vestibular pode mudar de opinião e entender que se não alcançou a soma de pontos necessária para o curso que queria, tem a chance de mudar de opção ou traçar metas na preparação para um próximo exame. A reitora disse que só lamenta que nem todas as instituições federais de ensino não tenham aderido ao Enem. (AA)

Edição EDIÇÃO 16967




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