Os dados preliminares do Censo explicam que a possível queda populacional em Mato Grosso se deve, entre outros, à redução do processo migratório. Na análise do chefe do IBGE no Estado, Deovaldo Benedito Souza, Mato Grosso não mais atrai contingente populacional como no passado. O saldo migratório (diferença da entrada e saída de pessoas) está estabilizado. No ano de 2000, o Estado registrou saldo de 70 mil pessoas; em 2007, de 100 mil, e neste ano não será diferente, revela. Até a década de 1990, o processo migratório era mais forte em âmbito interestadual. Com a fronteira agrícola ainda estava em expansão, essas pessoas advindas de outros estados aqui chegavam em busca de novas oportunidades. Agora, os deslocamentos ocorrem de um município a outro no próprio Estado, com objetivos bem específicos. Para o IBGE, o aumento populacional neste ano será praticamente obtido via crescimento vegetativo diferença entre nascidos vivos e mortos. Mato Grosso espera chegar a 3.022 milhões de habitantes. IDOSOS - A população mato-grossense já vive mais. Ainda sem dados contabilizados no Estado, o Instituto prevê que Mato Grosso caminha para alto índice de longevidade. Na região Centro-Oeste, caíram sensivelmente os nascimentos e, consequentemente cresceu a população jovem na faixa economicamente ativa dos 15 aos 34 anos. Para o demógrafo José Antônio da Silva, o Estado tem que se atentar para essa realidade. O Estado tem que estimular o setor privado a absorver essa população, que precisa trabalhar, e criar políticas públicas para assegurar vida digna aos mais velhos, finaliza. (DM)