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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 19 de Junho de 2010, 13h:40

Proprietários colocam culpa no SUS

Para o presidente do Sindessmat, José Ricardo de Mello, a saturação das unidades particulares decorre de pelo menos dois motivos e um deles está associado à deficiência do atendimento ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Isso se deve ao aumento do número de pessoas que utilizam planos de saúde, mais os intercâmbios, que são os pacientes do interior e de outros estados do país tratados na Capital e que utilizam a estrutura hospitalar (privada)”, disse. Segundo ele, a estimativa é que, por mês, aproximadamente 35 mil pessoas de outros cantos do Brasil busquem tratamento na Capital. Além disso, estima-se que de 10% a 15% da população cuiabana possua algum convênio médico. Assim, conforme Mello, 90% dos atendimentos na rede são feitos mediante plano de saúde. “Quando a rede pública não funciona satisfatoriamente, a tendência é que as pessoas procurem um plano de saúde, mas a rede particular está se preparando e se estruturando para atender essa demanda”, afirmou. De acordo com o Banco de Dados do SUS (Datasus), em dezembro de 2009, a rede privada da Capital ofertava 864 leitos, entre internação (cirúrgicos, obstétricos, pediátricos, entre outros) e complementares (unidades intermediárias e UTIs). Entre público, particular e filantrópico, somam 1.882 vagas existentes. Já em Várzea Grande, esse número cai para 524, sendo o setor privado responsável por 369 dos leitos existentes. No geral, a cobertura assistencial na Capital, com população estimada em 550 mil, correspondia a 2,8 leitos de internação (exceto complementares) para cada grupo de mil habitantes. A Portaria nº 1101/GM de 12 de junho de 2002, elaborada pelo Ministério da Saúde, estabelece os parâmetros de cobertura assistencial. Dentre os itens abordados, destaca-se a necessidade de vagas hospitalares totais entre 2,5 a 3 leitos para cada 1 mil habitantes. Já aos de UTI calcula-se, em média, a necessidade de 4% a 10% do total das vagas hospitalares. (JD)

Edição EDIÇÃO 16966




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