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CIDADES
Terça-feira, 17 de Março de 2009, 21h:19

SEJUSP

Promotora pede prisão de secretário; juiz indefere

EDUARDO GOMES
Da Reportagem
“Estou ‘preso’ no meu trabalho!”. Com essa frase, dita por telefone às 19h45 de ontem, o secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso, Diógenes Curado, reagiu à notícia veiculada na internet dando conta de que a promotora de Justiça da comarca de Santo Antônio de Leverger, Julieta do Nascimento Souza, pedira sua prisão. O secretário revelou que no começo deste mês a promotora de Leverger pediu ao juiz da comarca a interdição do presídio para policiais naquele município, pleiteando também que em caso de desobediência de decisão nesse sentido, que ele – Curado – fosse preso. O pedido da promotora foi indeferido pelo juiz Lídio Modesto. Curado observa que pelo fato de ser secretário tem prerrogativa de foro, “por isso não entendi o que a promotora queria”. Tanto o pedido de prisão quanto o indeferimento “são coisas do passado”, observa Curado acrescentando que não existe nenhum fato novo relacionado ao caso do presídio de Leverger. Curado disse que tinha conhecimento de que a promotora pedia investimento na estrutura do presídio, mas que nunca foi comunicado oficialmente sobre isso. “Mesmo assim – argumenta – pedi ao nosso pessoal de engenharia para fazer um levantamento da situação”. A promotora ao fundamentar o pedido contra Curado disse que há acúmulo de água nas imediações do presídio, e que durante o período chuvoso (o presídio) oferece grave risco de contato de cabos de alta tensão com as estrutura metálicas das celas, bem como da área de lazer e banho de sol dos apenados. O presídio de Leverger é destinado a policiais militar, mas aos poucos se transforma em prisão para servidores públicos. Curado reconhece que a estrutura física “deixa a desejar”, mas que a mesma não é diferente das existentes nos 50 presídios do interior. A solução para o problema em Leverger é a execução de um projeto do governo de Mato Grosso para a criação de 1.700 vagas no sistema prisional, com reformas e ampliações de cadeias, transformando-as em Centros de Detenções Provisórias. Obras semelhantes também serão destinadas à penitenciária de Mata Grande, em Rondonópolis; à cadeia pública de Cáceres; e ao Presídio de Pascoal Ramos, em Cuiabá. O presídio de Leverger será contemplado com o projeto de ampliação de vagas. “Vamos construir uma ala em Pascoal Ramos, para os servidores públicos, e com isso Leverger será desafogado ficando exclusivamente para policiais”, revela o secretário. ROTINA – A divulgação do pedido de prisão de Curado não alterou sua rotina, ontem, e ele despachou normalmente e manteve o expediente alongado que avança pela noite. A notícia não foi criticada pelo secretário, “sou homem público e nada tenho a esconder”, ponderou. Esse fato, não influenciará o cronograma traçado para o plano de ampliação e reformas de cadeias visando o aumento de vagas prisionais. “Tudo acontecerá a seu tempo”, finalizou.

Edição EDIÇÃO 16965




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