A escolha do BRT (Bus Rapid Transit) como sistema de transporte urbano para projeto de mobilidade urbana em Cuiabá da Copa do Mundo de 2014 é praticamente certa pelo governo do Estado. Mas ainda há outro sistema participando da disputa. Empresários apresentam hoje projeto de dois corredores VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para a Capital. Mesmo sendo considerado um dos defensores da implantação do sistema VLT em Cuiabá, o deputado estadual José Riva disse que apenas defende o melhor modelo para a cidade. Não dá para ver as pessoas defendendo o BRT, um sistema ultrapassado, que tem sido substituído em cidades europeias, criticou. O VLT é mais ágil, mais limpo e desafoga o tráfego, conforme o deputado. A questão das desapropriações também foi lembrada pelo parlamentar. O monotrilho vai precisar de número menor de desapropriações. Para o BRT serão necessárias mais de mil intervenções, afirmou. O número de desapropriações é considerado um dos pontos fracos do BRT. Apesar de não confirmar os números, estima-se grande quantidade de imóveis que deverão ser desocupados, em especial os localizados na avenida Prainha, para dar lugar aos corredores do sistema. O governador do Estado Silval Barbosa já sinalizou que o modelo escolhido deverá ser o do BRT. Os projetos dos dois corredores foram assinados e entregues à Caixa Econômica Federal. Após aprovação da CEF, os editais serão lançados. Os dois sistemas serão adotados por diferentes cidades-sede para o Mundial de 2014 no Brasil. O VLT é um trem urbano movido a eletricidade. Seu tamanho praticamente descarta a necessidade de construir pista exclusiva para o veículo, pois permite que os trilhos se encaixem no meio urbano existente. Já o Bus Rapid Transit é um sistema de canaletas exclusivas para os veículos rápidos. Os ônibus são articulados e de grande capacidade, que possibilitarão viagens rápidas e deixarão as outras pistas laterais para tráfego dos demais veículos. Independentemente da escolha, tanto VLT como o BRT vão fazer o trajeto Aeroporto/CPA e Coxipó/Centro. O presidente da Agência Executora dos Projetos da Copa (Agecopa) Yenês Magalhães, não esconde que defende o BRT, por considerá-lo mais apropriado à demanda de passageiros e com custos operacionais mais atrativos.