Projeto básico da Arena não previu diversos problemas
A obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá e Várzea Grande está sendo licitada sem projetos básicos e executivo, conforme as regras do Regime Diferenciado de Contratação (RDC). A julgar pelo exemplo da construção da Arena Pantanal, cuja contratação se deu com base apenas em um projeto básico, se trata de uma aposta de alto risco. Conforme admitiu o engenheiro Marcelo Oliveira, da Secopa, o projeto do estádio não atendia às demandas da obra, o que resultou na necessidade de diversas correções de rumo e aditivos. Deu problema, por exemplo, de sondagem: não detectaram água e tivemos que mexer na fundação. Já tivemos aditivos de concreto, de aço. Infelizmente, os órgãos de controle não viram isso à época. Para o setor de tecnologia da informação, a planilha aprovada na licitação, segundo ele, está muito aquém da realidade e das exigências da FIFA. Outra coisa passou despercebida por todos: a impermeabilização das lajes da arquibancada. Eu vou colocar assento sem impermeabilizar aquela laje? Na hora em que a delegação estrangeira chegar lá, vai tomar banho de goteira, disse. Sobre a acessibilidade, Oliveira disse que as demandas do CREA são tranquilas de resolver.