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CIDADES
Terça-feira, 23 de Agosto de 2011, 19h:41

UFMT

Professores param hoje em três campi

Cerca de 18 mil estudantes da maior instituição de nível superior do Estado vão ficar sem aulas por tempo indeterminado, em movimento nacional

DAFNE SPOLTI
Especial para o Diário
Começa hoje a greve dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Os 1.300 trabalhadores reivindicam, com outros docentes de universidades do país, um reajuste salarial imediato de 14%, dentre outras pautas. O movimento atinge cerca de 18 mil alunos da instituição. Estão entre os pontos pleiteados pela categoria a aprovação do Plano de Carreira do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a equiparação salarial entre aposentados e ativos, melhores condições de trabalho, respeito à atividade intelectual e de saúde e contratação de novos profissionais. A pauta específica dos professores da UFMT será definida em Assembleia Geral na próxima segunda-feira. Outras universidades estão em processo de greve no país. A Universidade Federal de Tocantins (UFT) está parada há mais de 30 dias. Numa tentativa de evitar um movimento grevista nacional dos docentes, o governo federal propôs reajuste de 4%, que foi negado pela categoria. Nesta quarta-feira os docentes participam do protesto com outros servidores federais, em Brasília. Além da deflagração de greve da UFMT, nos campi de Cuiabá, Sinop e Barra do Garças, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) está com as aulas paradas desde o dia 15 em quase todos os campi. Hoje haverá conversas no campus de Pontes e Lacerda. Enquanto isso, um representante do comando de greve de Cáceres segue para Brasília. EXPANSÃO – Em plena greve dos professores da instituição foi anunciado o plano de expansão do IFMT, com três novos campi, novidade aprovada pela presidenta Dilma Rousseff como parte do programa do Ministério da Educação. Segundo o reitor José Bispo Barbosa, o pedido encaminhado para o Ministério da Educação colocava a possibilidade para seis cidades. As vitoriosas foram Primavera do Leste, Alta Floresta e Várzea Grande – a última ganhará também um novo campus da UFMT. José Bispo disse que Várzea Grande deve abrigar o ensino de construção civil, eletroeletrônica e automação. Em Alta Floresta imagina-se um misto das áreas de indústria e agricultura e, em Primavera do Leste, algo ligado à industrialização. O reitor explicou, porém, que está conversando com os gestores para entender a realidade de cada região para iniciar os projetos. “Não adianta o Instituto desrespeitar a vocação do município”, explicou. Para a presidenta do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe-Cuiabá), Alenir Ferreira da Silva, “o governo está continuando com a expansão, mas sem dar condições para que a gente possa trabalhar bem, ficar bem”, disse, referindo-se ao reduzido número de professores que ficam sobrecarregados. José Bispo reconheceu a existência dos problemas no país, mas pensa que “o governo não pode ficar parado”.

Edição EDIÇÃO 16963




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