CIDADES
Terça-feira, 31 de Julho de 2012, 20h:58
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GREVE
Professores fecham portões da UFMT
Joanice de Deus
Da Reportagem
Durante toda a manhã de ontem, o tráfego de veículos dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, foi interrompido por conta de um protesto dos professores da instituição, que estão em greve há 77 dias. O movimento ganhou o apoio de alunos e técnicos administrativos, que também estão com as atividades paralisadas. Para impedir a passagem, os grevistas trancaram as duas guaritas que dão acesso à instituição. A manifestação é uma forma de divulgar os motivos da paralisação e todos estão recebendo um panfleto que explica as razões. Quanto mais condições de trabalho os professores e técnicos tiverem melhor a população será atendida, disse Maurélio Menezes, do Comando Unificado de Greve. Após, eles permaneceram acampados na entrada da universidade. Muitos motoristas foram pegos de surpresa e tiveram que retornar. A gente precisa chegar até o laboratório de informática para ver um equipamento de trabalho. Não estava sabendo, disse um motorista, que se identificou apenas como André e que, após conversar com lideranças do movimento, conseguiu ter o acesso liberado. Por unanimidade, os professores rejeitaram a segunda proposta do governo federal para por um fim à greve. Segundo Menezes, todas as 59 instituições federais disseram não à segunda proposta de reajuste salarial e reforma da carreira docente apresentada pela União. A adesão é de 100%, reforçou. A categoria argumenta que embora o governo venha anunciando um aumento que variaria de 25% a 45%, o crescimento real dos salários ficaria em torno de 8%, pois o reajuste só passa a valer a partir de março de 2015. Além disso, o percentual é aplicado apenas à categoria dos professores titulares que possuem doutorado, o que na UFMT atinge apenas nove dos 1.469 docentes. Outros 699 professores que ocupam o cargo de adjuntos teriam no lugar do aumento, uma redução de 11% nos salários. Já os técnicos administrativos afirmam que sequer são recebidos para dar início às negociações. A categoria pleiteia um aumento no piso salarial dos atuais R$ 1.034 para R$ 1,8 mil.