Em greve há 114 dias, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não descartam a possibilidade de manter a paralisação das aulas até o final do ano letivo. A esperança dos docentes é de serem contemplados pelas emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União (OGU), que começaram a ser discutida este mês. Ontem, em assembleia, os professores aprovaram o encaminhamento nacional que indicava pela continuação da greve. Eles refutam o argumento do governo Federal de que as negociações não podem mais ocorrer porque o projeto dos gastos para o próximo ano já foi entregue ao Congresso. Até dezembro os parlamentares podem apresentar propostas de mudanças nesse texto. Além disso, o próprio Governo pode fazer remanejamentos, mesmo depois do orçamento sancionado, já que é praxe deixar ao menos 20% dos recursos livre para essas mudanças, diz o professor Maurélio Menezes, membro do comando local de greve. Os professores também apostam nos pronunciamentos no Congresso dos deputados federais que representam Mato Grosso. A UFMT foi a primeira universidade a recorrer aos parlamentares para fortalecer o movimento grevista. (LN)