CIDADES
Terça-feira, 02 de Outubro de 2007, 11h:21
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Primo se apresenta e confessa morte na capela
Na Delegacia de Homicídios, Weliston assumiu a autoria dos cinco tiros que mataram Manoel Garcia Duarte. Já os irmãos dele, Norberto e Orlando Duarte, disseram que o acompanharam até a funerária na tentativa de impedi-lo de cometer o assassinato. A delegada Silvia Maria Pauluzi disse que essa versão não condiz com as imagens do sistema de câmara da Capela Jardins, onde ocorreu o crime. Segundo Silva, a postura de nenhum deles era de quem queria impedir algo. Silvia também disse que os três não ficaram presos, como esperava a família de Manoel, porque como se apresentaram, e a exigência da prisão temporária se desfez. E ainda não haviam concluído o inquérito, ou seja, reunidos as informações necessárias para pedir a prisão preventiva. Tanto na casa dos irmãos como na empresa de Orlando, uma borracharia no bairro Poção, a reportagem do Diário não encontrou nenhuma pessoa da família dele. PRIMEIRA MORTE Há 20 anos, quando jogavam sinuca em um bar no bairro Poção, os primos Jonaneo e Eluísio Duarte de desentenderam na hora de acertas as fichas apostadas. Como já haviam bebido muito, dezenas de cervejas, um não concordava com a decisão do outro. Conforme a família de Eluísio, Jonaneo se recusou a pagar as dezenas de fichas que havia perdido nas partidas. Por causa disso, eles começaram a discutir e Josaneo teria dado um tapa no rosto do primo, que revidou com balas. Isabel disse que Werliston teria planejado o crime. Passou horas antes no velório da prima Elizabet, que morreu de câncer, e depois voltou com os irmãos para assinar Maneol. Aproveitaram exatamente o momento de oração, quando Manoel, pela dificuldade de se locomover, preferiu ficar sentado fora da capela, enquanto seus irmãos, mulher e filhos rezavam ao lado do corpo. Eluísio, segundo ela, não estavam mais no velório. (AA)