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CIDADES
Sábado, 09 de Março de 2013, 12h:21

Presa não vê familiares há 4 anos

Rosana tem 36 anos de idade, foi está presa há quatro anos e nove meses por tráfico de entorpecentes em Rondonópolis, onde cumpriu parte da pena, antes de ser transferida para o Presídio Feminino Ana Maria do Couto May. Durante todo o período ela não recebeu uma visita sequer. “Eu vejo todo mundo recebendo (visita) e até dá um aperto, mas, não me incômodo não. A família mora longe e a condição (financeira) não ajuda. Como eu sou reincidente, acho que é uma espécie de lição que eles estão me dando. E eu espero finalmente ter aprendido”. Há sete meses ela está com a cadeia ‘vencida’ e não sabe dizer quando exatamente vai sair. “Era pra eu ter saído já, mas o defensor público só me dá ‘caô’. E eu não tenho grana pra arranjar advogado, então o que me resta?” Antes de entrar para o tráfico, Rosana era carateca e chegou a ser campeã mato-grossense. Aos vintes anos, ela sofreu um estupro que resultou numa gravidez. Ela conta que optou por não abortar, porém o fato fez com que ela ficasse tão deprimida que acabou entrando no mundo das drogas. “É por isso que eu odeio homem, mas odeio ainda mais mãe que mata filho. Nem sendo violentada eu matei a minha. Hoje ela tem 17 anos e é a única coisa que me resta.” (GN)

Edição EDIÇÃO 16967




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