Prefeitura diz que problema se deve à falta de médicos
A coordenadora do Serviço de Saúde Mental na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá, Karine Nicolau, reconheceu a precariedade do serviço, mas diz que isso ocorre por falta de profissionais habilitados na especialidade. Conforme Karine, o município quer contratar, mas não consegue preencher as vagas. Isso acontece, observa, porque o número de psiquiatra é muito pequeno. Além disso, aqueles que atuam aqui não têm interesse de atender o setor público. Nem apresentando incentivo salarial e carga horária reduzida os profissionais aparecem. Ela admite que mesmo melhorando os salários na tentativa de despertar o interesse, os valores pagos pelos planos de saúde e as consultas e tratamento particulares continuam mais atraentes. É uma situação bem grave, mesmo contratando os médicos que fizeram especialidade lato senso em psiquiatria, que entendem de saúde mental de maneira genérica, que estão em maior número, há vagas sem preencher, reclama. Somente a implantação da residência médica em psiquiatria em alguma Faculdade de Medicina, da UFMT, por exemplo, mudaria essa realidade, triste para o usuário do SUS. Entretanto, não há previsão de criação do curso no Estado. Na residência em psiquiatria, lembrou a coordenadora, durante anos o médico mergulha nos estudos e convive com práticas do tratamento dos transtornos mentais. (AA)