Santos disse ontem que em seu mandato medida está definitivamente dispensada, apesar de seu secretariado já tê-la anunciado anteriormente
KEITY ROMA
Da Reportagem
O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, descartou a possibilidade de instalar radares eletrônicos de trânsito na cidade durante o seu governo, que termina em dezembro de 2008. Em entrevista coletiva, Santos afirmou ontem que existem outras maneiras de reverter os altos índices de acidentes no tráfego da Capital, sem precisar implantar os equipamentos nas vias públicas. A prefeitura não dará o aval ao Detran para instalar radares, declarou Santos. Segundo ele, campanhas educativas dirigidas aos pedestres e aos motoristas, investimentos em sinalização e adequações viárias são alternativas que já vêm sendo adotadas pela prefeitura para redução de acidentes. São ações com resultado a longo prazo, falou. A implantação dos radares é uma polêmica antiga na Capital, que voltou à tona esta semana após uma declaração do novo presidente do Detran, Teodoro Lopes. Ele afirmou que apóia o retorno dos equipamentos. Contudo, é o governo municipal que autoriza a adoção do sistema de fiscalização de velocidade. Essa discussão tem que ser mais ampla. O próximo ano, que é eleitoral, pode ser um momento propício para a população discutir o assunto, disse o prefeito. Santos argumentou que há ainda o fato da insegurança jurídica sobre o tema. Isso porque, em 2001, os aparelhos foram desativados por determinação judicial e várias multas aplicadas foram anuladas. Os motoristas que pagaram pelas infrações obtiveram uma decisão judicial para reaver o dinheiro junto ao Detran. A posição adotada agora pela prefeitura já foi diferente em anos anteriores. O ex-secretário Emanuel Pinheiro chegou a declarar, em 2005, que 40 radares seriam instalados na cidade. Depois disso, o projeto foi adiado para abril do ano passado e, com o passar do tempo, ficou esquecido. O Detran afirmou que apóia a instalação dos equipamentos e qualquer outra medida que a prefeitura adote para redução de acidentes.