CIDADES
Segunda-feira, 09 de Junho de 2008, 21h:18
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TRAVESSIA
Possível rua cria impasse no Centro
ALECY ALVES
Da Reportagem
Uma área de 235 metros quadrados que supostamente formaria o prolongamento da rua Monsenhor Trebaure, entre a Marechal Deodoro e a Zulmira Canavarros, no Centro, virou caso de polícia. Por causa dos conflitos gerados pelos questionamentos sobre a propriedade do lote, obstrução recente da passagem com restos de construção, um muro, do lixo que se acumula no local, matagal e da presença de usuários de drogas, na última sexta-feira, a polícia foi chamada para atender uma ocorrência de desrespeito ao meio ambiente. Um morador acionou a PM e fiscais da prefeitura, precisamente da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades), que estiveram lá no momento que o proprietário do terreno despejava um caminhão carregado de restos de construção no local. Há pelo menos 10 anos esse pequeno pedaço de terra tem gerado brigas entre vizinhos, proprietários e herdeiros. Os ânimos estão tão exaltados no local que há moradores que evitam conversar sobre a questão alegando estarem no limite do controle emocional. A síndica de um edifício próximo, o New York, Enil Silva Nunes Conceição, disse que essa área incomoda os moradores por vários motivos. Primeiro, porque serve de fuga para bandidos que assaltam pessoas ou comércios vizinhos, pelo fato de dar acesso a outras vias e interromper a perseguição policial. Depois, porque acumula lixo que muitas vezes exala odor desagradável. Enil Conceição e outros moradores defendem que esse trecho de rua, que não chega a 85 metros de comprimento, seja aberto e asfaltado para ajudar no escoamento do tráfego. Por esse beco, saindo da rua Marechal Deodoro, é possível acessar as ruas Zulmira Canavarros, Batista da Neves, Comandante Costa e chegar na avenida Mato Grosso, descreveu o professor Paulo Nince, sub-síndico do mesmo residencial. Na avaliação dele, quem enfrenta os engarrafamentos da Marechal Deodoro entende a importância da abertura de mais uma opção de trânsito. Ele lembrou que em 1997, o então prefeito de Cuiabá, coronel José Meirelles, baixou um decreto (3.306) determinando o local como de utilidade pública para fim de desapropriação, amigável ou judicial. Não se sabe que fim levou essa medida. Além dessa nova autuação, o proprietário do terreno, Ricardo Bufolin, já responde a uma ação no Juizado Volante Ambiental por não manter o terreno cercado e limpo, como determina a legislação. O problema é que, como ele não estava presente, o fiscal que lavrou o auto de infração, Veríssimo Lemes Nascimento, não conseguiu notificá-lo. Ricardo Bufolin disse ontem, por telefone, que a Justiça o reconheceu como legítimo proprietário da área e que esteve ontem na Smades e obteve autorização para aterrar o terreno com restos de construção. Ele informou que também vai cercar área.