Chefe da 8ª Ciretran da cidade de Barra do Bugres (distante 169 km de Cuiabá), Jonas Manoel de Souza, foi preso ontem sob acusação de extorsão mediante ameaças e cobrança de propina. Segundo informações da Policia Civil, Souza apreendia veículos e cobrava pela liberação deles já no dia seguinte. Denunciado por uma das vítimas, que não foi identificada, ele passou a ameaçá-la. A testemunha, então, que já havia registrado ocorrência contra o chefe da Ciretran, voltou a procurar a polícia. A partir daí, houve a emissão de um mandado judicial, autorizando a prisão preventiva de Souza. A vítima das ameaças afirmou à polícia que era coagida a procurar a delegacia para mudar seu depoimento sobre a cobrança de propina. Souza teria chegado a sugerir a ela que afirmasse ter roubado o próprio veículo do pátioda Ciretran para conseguir reavê-lo. A proposta dele incluía pagar um advogado para que a testemunha fosse liberada após confessar o crime. Conforme dados preliminares das investigações, as investidas de Souza sobre a vítima não incluíam ameaças de morte ou de violência física, mas já ocorriam há pelo menos 30 dias. O chefe da Ciretran foi preso em uma de suas lojas de revenda de motocicletas, por volta das 10 horas da amanhã. Ele foi levado à Cadeia Pública de Barra do Bugres, onde ainda permanece. Ele deixou a carceragem apenas para prestar depoimento, na tarde de ontem. O inquérito é conduzido pela delegada Luciane Barros, que já apurava denúncias de cobrança de propina contra Souza antes mesmo da vítima afirmar ter sido coagida. A tendência é que, além do próprio inquérito policial, o chefe da Ciretran passe por uma investigação administrativa, que pode ser instaurada pela Corregedoria do Departamento Nacional de Trânsito do Estado (Detran). O procedimento pode afastá-lo definitivamente do cargo público que ocupa. (LN)