CIDADES
Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2011, 20h:33
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IMPOSTOS
Polícia Civil desarticula esquema de sonegação fiscal
FRANCIS AMORIM
Da sucursal de Barra do Garças
Uma operação com o objetivo de desarticular um esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas de Mato Grosso e Goiás foi desencadeada na manhã de ontem em Barra do Garças e Alto Araguaia (MT) e Jataí (GO) pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública da Polícia Judiciária Civil. Oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas três cidades para a reunião de provas que possam por fim aos crimes. Batizada de Constelação, a operação contou com a participação de quatro delegados, seis escrivães, 20 investigadores e policiais da Delegacia Especializada de Entorpecentes (DRE) e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Os delegados Rodrigo SantAnna, de Barra do Garças, e Welber Batista Franco, de Alto Araguaia, auxiliaram no cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Segundo a delegada Cleibe Aparecida de Paula, o objetivo da operação é arrecadar documentos de ordem fiscal, financeira e contábil, anotações, correspondências, manuscritos, documentos bancários, computadores e arquivos digitais que contenham elementos de prova destinados a reforçar a materialidade dos crimes e identificar o modus operandi, utilizado pelo grupo. As investigações para apurar o esquema começaram em 2010, apontando o fiscal de tributo Edson Garcia de Siqueira, preso na operação Mala Preta e exonerado pelo Governo do Estado, como um dos integrantes da quadrilha. Ele, juntamente com outros comparsas, comandava os crimes de sonegação fiscal a partir da cidade de Alto Araguaia, escolhendo as empresas para serem multadas e incluídas nas negociações de propina com os valores exorbitantes. Um agiota da região fazia parte da fraude, emprestando dinheiro aos empresários multados para p pagamento do valor acordado entre estes e o fiscal, cujo lucro atingia até 6% na troca dos cheques para os respectivos empresários. Pelo apurado até agora pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários, ao menos seis empresas com sedes em Jataí, Barra do Garças e Alto Araguaia estavam envolvidas nas fraudes, entre elas a empresa Estrela Móveis e Eletrodomésticos, a Móveis Estrela, favorecida com a diferença de aproximada de R$ 4 milhões, entre o valor da Notificação Auto de Infração (NAI). A Contra uma das empresas do grupo, em Barra do Garças, foi lavrado uma NAI no valor de R$ 518 mil reais, comprovando a sonegação fiscal. Os prejuízos para os cofres públicos, segundo análise preliminar da Corregedoria Fazendária, podem chegar a R$ 10 milhões de reais. (Com assessoria PC/MT).