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CIDADES
Sexta-feira, 25 de Março de 2011, 20h:55

CASO LEOPOLDINO

Polícia analisará conduta de delegado

Diante das suspeitas de que o delegado Márcio Pieroni teria sido parte de uma farsa para causar reviravolta no caso do juiz Leopoldino Marques do Amaral, a Diretoria da Polícia Civil informou, por meio de nota, ontem que não teve ainda acesso à decisão da Justiça Federal que invalidou a investigação do delegado, a qual buscava evidências de que o magistrado teria forjado sua morte, mas que, assim que possível e se julgar necessário, analisará a conduta de Pieroni e dos policiais envolvidos em procedimento administrativo. A investigação de Pieroni, conduzida em sigilo mais de dez anos após um caso considerado esclarecido pela Justiça Federal, contou até com uma nova tentativa de exumação do corpo do juiz autorizada pela Justiça estadual. A informação que teria levado à retomada do caso veio do depoimento de Luziane Pedrosa da Silva. Ela e seu ex-esposo, Abadia Paes Proença, estariam sendo ameaçados por José Roberto Padilha da Silva para não revelarem que Leopoldino – encontrado carbonizado em Concepción (Paraguai) em 199 – na verdade estaria vivo. Mas o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu invalidar a nova investigação. Para o MPF, Pieroni estaria agindo em prol do empresário Josino Guimarães, que está prestes a ser julgado como mandante do crime na Justiça Federal (a executora, escrevente Beatriz Ária, já foi condenada assim como seu tio, que morreu na prisão). A Justiça Federal ainda não tem data para o julgamento de Josino e a defesa do empresário não se pronunciou sobre o caso por enquanto porque ainda não teve acesso aos autos. Conforme a nota divulgada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil, assim que a Diretoria estiver ciente das informações e caso encontre alguma infração criminal por parte dos policiais e do delegado Pieroni, os documentos serão encaminhados para a Corregedoria para que sejam analisados. Depois disso, caso necessário, será aberto procedimento administrativo para investigar a conduta dos policiais. A assessoria da Polícia Civil disse ainda que Pieroni informou que todos os procedimentos foram feitos com o conhecimento de dois juízes do Poder Judiciário estadual e que o delegado tem autonomia administrativa e funcional para abrir investigação, mas também pode ser responsabilizado pelos seus atos.

Edição EDIÇÃO 16967




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