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Terça-feira, 09 de Setembro de 2025, 10h:00

VIOLÊNCIA NA CASERNA

PM prende tenente-coronel acusado de estuprar e assediar mulheres

Alexandre José Dal Acqua foi exonerado em agosto, após denúncia de que estuprou estagiária em quartel

Da Redação
Reprodução/PMMT
O tenente-coronel PM Alexandre José Dal Acqua se entregou e está custodiado em uma unidade da PM, em Cuiabá

O tenente-coronel PM Alexandre José Dal Acqua, acusado de violência sexual contra mulheres, em Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá), se apresentou, na segunda-feira (9), à 11ª Vara Especializada da Justiça Militar e está preso em uma unidade militar de Cuiabá.

A informação foi divulgada, nesta terça-feira (9), pelo Comando Geral da PM.

"A Corregedoria-Geral da instituição continua o trabalho de diligências investigativas para elucidação do caso e o inquérito tramita sob sigilo, por se tratar de denúncia de violência sexual contra mulheres, em resguardo às vítimas", diz nota 

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O oficial foi exonerado em agosto passado, após a PM receber denúncia de que ele teria estuprado uma estagiária que prestava serviços ao 8º Comando Regional de Juína, chefiado por ele.

O crime, segundo a denúncia, ocorreu durante a passagem de comando no município, no dia 19 de fevereiro de 2024, quando ele assumiu como novo comandante local.

O afastamento de Alexandre José Dal Acquao oficial foi determinado pela Corregedoria, um dia depois de uma das vítimas ser ouvida.

A Folha de S. Paulo, que teve acesso ao documento, disse que a denúncia recebida pela Corregedoria também aponta que o tenente-coronel continuou a assediar a estagiária dentro do quartel.

Em uma das situações, o militar puxou a vítima pelo braço e exigiu que ela saísse com ele, mas a situação foi “apaziguada” com a intervenção de outros policiais.

Além dos assédios contra a estagiária, o militar é investigado por assediar uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), uma servidora da Prefeitura de Juína e outras mulheres na cidade de Aripuanã (a 1.002 km a Noroeste de Cuiabá).

A PMMT informou ainda que acompanha o caso na cidade e disponibiliza auxílio emocional e psicológico às vítimas e aos familiares.

Também ressalta que "não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes".


Edição EDIÇÃO 16956




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