O tenente-coronel PM Alexandre José Dal Acqua, acusado de violência sexual contra mulheres, em Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá), se apresentou, na segunda-feira (9), à 11ª Vara Especializada da Justiça Militar e está preso em uma unidade militar de Cuiabá.
A informação foi divulgada, nesta terça-feira (9), pelo Comando Geral da PM.
"A Corregedoria-Geral da instituição continua o trabalho de diligências investigativas para elucidação do caso e o inquérito tramita sob sigilo, por se tratar de denúncia de violência sexual contra mulheres, em resguardo às vítimas", diz nota
Leia também:
Sem prova, vereador PF diz que distribuidoras lavam dinheiro de facção
O oficial foi exonerado em agosto passado, após a PM receber denúncia de que ele teria estuprado uma estagiária que prestava serviços ao 8º Comando Regional de Juína, chefiado por ele.
O crime, segundo a denúncia, ocorreu durante a passagem de comando no município, no dia 19 de fevereiro de 2024, quando ele assumiu como novo comandante local.
O afastamento de Alexandre José Dal Acquao oficial foi determinado pela Corregedoria, um dia depois de uma das vítimas ser ouvida.
A Folha de S. Paulo, que teve acesso ao documento, disse que a denúncia recebida pela Corregedoria também aponta que o tenente-coronel continuou a assediar a estagiária dentro do quartel.
Em uma das situações, o militar puxou a vítima pelo braço e exigiu que ela saísse com ele, mas a situação foi “apaziguada” com a intervenção de outros policiais.
Além dos assédios contra a estagiária, o militar é investigado por assediar uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), uma servidora da Prefeitura de Juína e outras mulheres na cidade de Aripuanã (a 1.002 km a Noroeste de Cuiabá).
A PMMT informou ainda que acompanha o caso na cidade e disponibiliza auxílio emocional e psicológico às vítimas e aos familiares.
Também ressalta que "não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes".




