Reprodução
O vereador Rafael Ranalli, bolsonarista, não provou acusações de que o Comando Vermelho financiou colegas eleitos à Câmara de Cuiabá
Na linha das pautas de costumes - "tradição" no bolsonarismo radical -, o vereador Rafael Ranalli (PL) apresentou novo e polêmico projeto na Câmara de Cuiabá.
Ele quer delimitar o horário de abertura das distribuidoras de bebidas na capital mato-grossense.
Citando medidas que seriam adotadas no Distrito Federal e em Goiás, o parlamentar explicou que a proposta é que os estabelecimentos funcionem apenas no regime de entrega em domicílio, entre zero e 5 horas.
Leia também:
Bolsonarista insiste em "esquema" do Comando Vermelho na Câmara
Argumentou que, diante de seu "conhecimento como policial federal", que muitas distribuidoras fazem o papel de lavar dinheiro de facções criminosas.
Além disso, alegou que os estabelecimentos, ao contrário de bares, têm mais facilidade para obter autorização para funcionar e se aproveitam dessa facilidade para tornar os espaços semelhantes aos bares.
O nobre vereador, pelo que deixa transparecer, tem uma "obsessão" por facções criminosas.
No começo do ano, ele denunciou que a facção Comando Vermelho teria financiado a maior parte dos seus colegas eleitos à Câmara de Cuiabá.
O prefeito Abílio Brunini (PL) endossou a denúncia e disse que a façção estava interferindo na composição da Mesa Diretora do Legislativo cuiabano.
Isso levou o Ministério Público a intervir e o governador Mauro Mendes (União) mandou a Polícia Civil investigar
Resumo da ópera: a denúncia nunca foi provada e as investigações não saíram do papel.
Ah, sim: nas denúncias, nem Ranalli e tampouco Abílio mostraram provas.




