CIDADES
Sábado, 22 de Agosto de 2009, 08h:48
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OPERAÇÃO VOLVER
PF indicia mais 30 envolvidos com tráfico
Corporação divulgou ontem o fim do principal inquérito, que incriminou a segunda advogada em Cáceres suspeita de favorecer o narcotráfico na região
A Polícia Federal concluiu o principal inquérito da Operação Volver e indiciou 30 pessoas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e colaboração para o tráfico. A advogada Kattleen Káritas consta entre os novos acusados. A outra profissional envolvida com a quadrilha, Lucy Rosa da Silva, já havia sido indiciada por tráfico de influência e corrupção ativa no dia 13 de agosto. Entre os indiciados, sete são considerados foragidos. Apenas as advogadas obtiveram habeas corpus para sair da prisão e estão em liberdade. Os demais acusados de integrar o bando estão em unidades prisionais cumprindo prisão temporária, que pode se tornar preventiva, a pedido do delegado federal, Dennis Maximino. O pedido será analisado segunda-feira pelo Ministério Público Estadual (MPE), segundo a promotora de Cáceres, Januária Bulhões. Esse é o terceiro inquérito, da ação desencadeada no dia 10 de julho para combater o tráfico de drogas na região de Cáceres, finalizado pela Polícia Federal. Outros três relacionados à operação estão em fase de conclusão, segundo a corporação. O primeiro inquérito finalizado embasou a denúncia do MPE contra a advogada Lucy e Otoniel da Silva Pimentel. Na semana seguinte, a PF concluiu outra peça e a Promotoria de Cáceres denunciou mais seis pessoas acusadas de integrar a quadrilha. Foram indiciados, então o policial militar Paulo César França, Darly Pontes Estevo, Pablo Maciel de Souza dos Anjos, Adomício França, Kilderney de Oliveira Goes e Everton Cândido, conhecido como Pupunha e suposto líder da organização criminosa. Desde o princípio, a operação causou tumultos com a detenção das advogadas e a posterior intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que chegou a pedir o afastamento do juiz que decretou as prisões, Alex Nunes de Figueiredo. Com base em interceptações telefônicas, os relatórios da PF citaram vários nomes supostamente ligados ao esquema e detectaram indícios de tráfico de influência junto ao Poder Judiciário, para favorecer os criminosos. A organização era comandada por Pupunha, que contratou Kattleen para atuar em um processo de crime de tráfico de drogas. Então, a profissional teria passado a ajudar a quadrilha, indo além do previsto para sua função de defensora. Ela repassaria informações para os criminosos e até mesmo realizaria intervenções junto ao Judiciário para obter sentenças favoráveis à suas causas, segundo as investigações da corporação federal.