PF indicia 50 por tráfico na fronteira entre MT e Bolívia
RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
Terminou com 50 indiciados por tráfico internacional de drogas o principal inquérito da Operação Fronteira Branca, deflagrada pela Polícia Federal em junho e que desvendou o envolvimento de um integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no narcotráfico da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Os autos foram entregues à Justiça Federal em Cáceres e ao Ministério Público. A pena para o crime de tráfico internacional de entorpecentes varia de 5 a 15 anos de prisão. Do total de indiciados na Operação Fronteira Branca, 38 já se encontram presos, segundo a PF. Eles estão em Mato Grosso, Rondônia, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e São Paulo. Neste último, já se encontrava preso durante a deflagração da Fronteira Branca um dos líderes do PCC. Edilson Borges Nogueira, de 33 anos, o Birosca, é acusado de comandar parte do tráfico de cocaína na fronteira de dentro do presídio. Sua atuação foi revelada após três anos de investigações e diversas ações repressivas. Birosca comandava por celular as compras de drogas de fornecedores bolivianos, atuantes na região de San Matias, vizinha de Cáceres. Antes das investigações começarem, ele já estava preso em um presídio de Presidente Bernardes (SP). Depois, foi transferido para o de Presidente Venceslau, de onde coordenava a chegada da droga em caminhões até São Paulo. De acordo com a PF, alguns dos indiciados ainda devem responder por outros crimes. Um policial civil de Mato Grosso também figura como envolvido na investigação sobre a quadrilha. Foram identificados também seis grupos criminosos relacionados com o narcotráfico de fronteira ligado a fornecedores bolivianos. Esses grupos organizavam o transporte de cargas com cerca de 100 quilos de pasta-base. Ao longo das investigações, a PF apreendeu 913 quilos de cocaína, 446 mil dólares e R$ 30 mil em dinheiro. Também foram presos em flagrante 78 indivíduos ligados aos esquemas. A PF pediu também o sequestro judicial de bens como duas fazendas na região fronteiriça, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas para movimentação de valores relacionados ao tráfico. (Com assessoria)