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CIDADES
Quarta-feira, 02 de Julho de 2008, 21h:03

XAVANTE

PC e PF seguem juntas no caso e vêm ao Estado

Equipes das polícias Civil e Federal virão a cidade de Campinápolis, em Mato Grosso, para ouvir testemunhas no caso da morte da adolescente Jaiya Javante, que morreu no dia 25 passado, após ser empalada, em Brasília. Por determinação do Ministério da Justiça, a Polícia Federal também vai investigar a autoria do crime. A informação é do delegado da Polícia Civil, José Antônio Romeiro, que conduz a investigação. Dentre os depoimentos, os investigadores vão ouvir a mãe e a tia de Jaiya que acompanhavam a jovem na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), quando supostamente teve um objeto de cerca de 40 centímetros introduzido na vagina, perfurando órgãos internos. Mesmo com a PF nas investigações, o delegado do 2° Distrito Policial de Brasília garantiu que a Polícia Civil continua no caso. Segundo a assessoria do órgão, esse caso seria de competência da Polícia Civil, como ocorreu em 1997, quando o índio Galdino foi queimado por jovens enquanto dormia em um ponto de ônibus da capital federal. Segundo o delegado Antônio Romeiro, ainda não há qualquer indício ou suspeita da morte da índia de apenas 16 anos. Apesar das informações divulgadas por um funcionário não-identificado da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), na última sexta-feira, ele afirmou que a tia de Jaiya, Maria Imaculada Xavante, não é suspeita.

Edição EDIÇÃO 16964




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