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CIDADES
Quarta-feira, 16 de Março de 2011, 20h:53

SAÚDE PÚBLICA

Passeata contra 3° setor em hospitais

Vinte organizações se reúnem hoje em praça para levar pleito, em caminhada, à AL pela não-efetivação do gerenciamento de regionais com OS

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O novo modelo de gestão da Saúde que o Estado pretende implantar nos hospitais regionais, “terceirizando” a administração dessas unidades, continua causando polêmica. Hoje, mais de 20 organizações, incluindo o Conselho Regional de Medicina, o Sindicato dos Médicos do Estado e o Sindicato dos Servidores da Saúde, fazem passeata pelas ruas da cidade e, depois, participarão de audiência pública na Assembleia Legislativa para tentar demover a intenção do governo. No tipo de gestão pretendido pela Secretaria de Estado de Saúde, os hospitais regionais seriam administrados por Organizações Sociais. No entanto, a SES perdeu essa semana a primeira batalha na tentativa de implantar o sistema. A Justiça suspendeu o Edital de Chamamento Público para contratação de instituições voltada a gerir o Hospital Metropolitano de Várzea Grande. A unidade seria a primeira a adotar o sistema. Por ser contra o modelo de administração, os médicos servidores do Estado estão em greve desde o dia 10. “O secretário de Saúde afirma que nós estamos interessados apenas na implantação do nosso Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). Mas não é apenas isso. O que nós somos contra é esse modelo, que favorece o conluio com empresários”, disse o presidente do Sindimed, Edinaldo Lemos. O presidente do Conselho Regional de Medicina, Arlan Azevedo, disse que, independentemente do modelo de gestão a ser escolhido, tem que haver transparência e discussão a respeito com as instituições. “A forma como foi escolhida essa nova forma de administração dá margens a muitas dúvidas a respeito da lisura do processo”, afirmou. A decisão pela “terceirização”, afirmou Azevendo, não passou sequer pelo Conselho Estadual de Saúde. “O CRM entende a urgência de sanar os problemas detectados na área da Saúde em Mato Grosso, mas esse tipo de decisão tem que ser debatida amplamente”, pontuou. As organizações também questionam a aprovação de projeto de lei na Assembleia que assegura ao governo fechar contrato de gestão para destinação de bens públicos às Organizações Sociais sem a necessidade de licitação. “A votação desse projeto aconteceu de forma atropelada. O tema também precisa ser discutido com setores da Saúde”, afirmou o presidente do CRM/MT. Além dos médicos, outros servidores da Saúde também aprovaram indicativo de greve e podem paralisar as atividades em breve. A categoria terá nova reunião com a Secretaria Estadual de Administração amanhã para debater a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs).

Edição EDIÇÃO 16967




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