CIDADES
Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010, 09h:57
A
A
DOM AQUINO
Outra criança vítima de disparos
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Um ano depois do assassinato da menor Ana Carolina de Lima Silva, de 2 anos, que morreu em conseqüência de uma bala perdida na guerra entre as gangues, o bairro Dom Aquino, em Cuiabá, volta a ser palco de confusões. No sábado à noite, duas pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas no momento em que ocupantes de uma motocicleta desceram a rua Teles Pires atirando a esmo. Os dois responsáveis pelos tiros foram identificados como participantes da morte de Ana Carolina. Estão com a prisão preventiva decretada há mais de um ano, mas não foram localizados. Ficaram feridos o menino Welington Fernandes de Lara, de 8 anos, baleado no joelho esquerdo, e Ronaldo Andrade do Nascimento, de 26, atingido no braço e abdômen. Os dois foram levados ao Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC). Welington foi liberado, mas Ronaldo passou pelo box de emergência e chegou a ser levado à UTI, mas, no final da tarde, foi transferido para o quarto. Segundo o relato de testemunhas, os disparos ocorreram, por volta das 18 horas. As pessoas estavam na rua e começaram os disparos. Muitas pessoas que estavam em pé saíram correndo para se esconder dos tiros. Um carro estacionado próximo, um Gol, foi atingido por dois tiros e o proprietário registrou queixa na Delegacia do Verdão para ser ressarcido dos prejuízos. Testemunhas apontam como os autores dos disparos Deyvid Cardoso Campos, de 21 anos, o Beiçola, e Adilson Mateus Pereira de Oliveira, o Nenê, de 19. O Nenê tem cinco prisões preventivas decretadas, cada uma por um homicídio praticado, sendo um deles da própria Ana Carolina, explicou um policial plantonista da Delegacia do Complexo do Verdão. Desde a morte de Ana Carolina, a polícia tenta localizar Deyvid e Adilson. Na época do assassinato da menina, mais cinco pessoas ficaram feridas. Desde então, PMs do 1º Batalhão conseguiram prender vários suspeitos. Na lista, Ezio Rosa da Silva, de 19 anos, Cleverson Patrick Ferreira do Carmo, 20, e Adriano Pereira de Oliveira, 27, o Black, foram presos em flagrante. Pelas contas da polícia faltavam então Deyvid, Adilson e um terceiro. No dia da tentativa de chacina, seis rapazes pararam num posto de combustível em três motocicletas, sendo duas do modelo CG-125 de cor preta, e uma Twister vermelha. Eles abasteceram cinco reais em cada moto e saíram sem pagar. Antes de ir embora, um deles disse: avisa os trouxas lá que vamos descer atirando?, relatou um funcionário.