O corregedor da Polícia Militar, coronel Joelson Sampaio, disse que a aposentadoria não seria impedimento para submeter ao Conselho Militar os tenentes-coronéis presos pelo assassinato do subtenente do Exército Arlindo Alfredo Dezorzi, 72 anos. Esse conselho, entre outras atribuições, pode deliberar sobre perda de direitos, como as promoções recebidas pelos oficiais no período em que respondiam pelo crime. De major, ambos subiram para a patente de tenente-coronel, a segunda maior na escala da carreira. Condenados em 2009, Mozaniel Fernandes de Carvalho, 50 anos, e Sebastião Rodrigues Filho, 47, estão presos desde julho deste ano em unidades militares cumprindo pena de 12 anos de reclusão. Conforme Sampaio, a própria Justiça, ao condenar os PMs, poderia impor perdas relacionadas à carreira. Como não há previsão, ambos permanecem como tenentes-coronéis. Sobre a fiscalização do cumprimento da pena, Sampaio disse que essa é uma atribuição dos comandantes das unidades onde os oficiais estão recolhidos. O crime aconteceu em 2 de agosto de 2000, durante uma mega operação que mobilizou 40 policiais, 10 carros, diversas motos e o helicóptero Água Uno, da PM.