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CIDADES
Segunda-feira, 08 de Setembro de 2008, 20h:06

ENSINO SUPERIOR

No índice geral, MT está em 54° lugar

Novo indicador do MEC para avaliar universidades e faculdades de todo o país tem a UFMT como primeira representante do Estado, com notas medianas

ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
Depois de ser classificada, há cerca de um mês, como a instituição com o melhor curso de Medicina do Brasil, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi apontada como a 54ª instituição de ensino superior do país, com 290 pontos, conforme o Índice Geral de Cursos (IGC). O novo indicador foi anunciado ontem pelo Ministério da Educação e tem como objetivo medir a qualidade do ensino nas universidades, centros universitários e faculdades do Brasil. Além da UFMT, também aparecem no ranking a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), em 120º lugar, com 234 pontos, e a Universidade de Cuiabá (Unic), em 163° lugar, com 196 pontos. A Unic é a única instituição particular do Estado que aparece na nova lista do MEC. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para chegar ao resultado obtido, foram atribuídos dois tipos de pontuação. Os valores contínuos variam de 0 a 500 e em faixas, que vão de 1 a 5, uma espécie de conceito. No cálculo do IGC, são utilizadas a média dos conceitos preliminares dos cursos de graduação (CPC) e o conceito fixado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para cursos de pós-graduação. A média desses conceitos é ponderada pela distribuição dos alunos entre os diferentes níveis de ensino – graduação, mestrado e doutorado. O primeiro resultado do novo indicador traz conceitos de 173 universidades, 131 centros universitários e 1.144 faculdades isoladas e integradas do todo o país. Com 439 pontos, a primeira colocada no relatório foi a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e, com 385 pontos, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro ficou em 9° lugar e foi a instituição particular mais bem colocada no ranking. Porém, a grande maioria das instituições está inserida no conceito considerado de nível intermediário (3), o equivalente a 63,1% das universidades, 76,9% dos centros integrados e 41,8% das faculdades integradas, isoladas e outras. PONTUAÇÃO - Para o reitor da UFMT, Paulo Speller, o mais novo resultado não representa deméritos para a instituição, que teve o melhor resultado no Exame Nacional do Ensino Superior (Enade) na avaliação do curso de Medicina. Ao contrário, na avaliação de Speller, o resultado mostra um processo de crescimento da instituição. Ele justifica a posição afirmando que ainda é cedo para avaliar os cursos de pós-graduação da UFMT, um dos critérios do IGC. “O resultado desses cursos de pós-graduação ainda não reflete a realidade. Há sete anos, quando assumi a reitoria, a Universidade tinha apenas três cursos de mestrado e hoje temos 21 cursos de mestrado e quatro de doutorado”, explica o reitor. Para compor o primeiro resultado do indicador, foram utilizados CPCs referentes às edições do Enade de 2005 a 2007. Esses conceitos levam em consideração, além dos resultados da avaliação de desempenho dos estudantes, a infra-estrutura e instalações físicas das universidades, recursos didático-pedagógicos e corpo docente. Já a nota da Capes é referente à avaliação do triênio de 2004 a 2006. O Índice Geral de Cursos das Instituições de Ensino Superior do Brasil será divulgado anualmente pelo Inep, logo após a divulgação dos resultados do Enade e do CPC.

Edição EDIÇÃO 16962




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