MT tem menos 70% de focos no período proibitivo de 2008
RENÊ DIÓZ
Especial para o Diário
O número de queimadas no Estado diminuiu em mais de 70% na comparação entre os períodos proibitivos deste ano e de 2007, de 15 de julho a 10 de outubro. Foram cerca de 40 mil focos de calor contra mais de 150 mil no ano passado, detectados por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números atuais são os melhores registrados desde 2003. Os dados do Inpe servem para orientar as ações do Grupo Especial de Prevenção e Combate a Incêndios (GEPCI), acionado para combater os focos de calor no Estado. O GEPCI deve apresentar um balanço de suas ações nos próximos dias 24 e 25, em Cuiabá, na presença do governador Blairo Maggi, do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, e dos ministros Carlos Minc e Mangabeira Unger, do Meio Ambiente e dos Assuntos Estratégicos, respectivamente. Na ocasião, serão premiados municípios, entre os 19 embargados pelo Ministério do Meio Ambiente em 2007, que mais tiverem reduzido o número de queimadas. O tenente-coronel João Rainho, do GEPCI, explica que as ações do grupo foram mais constantes este ano. Além de grandes operações, como a Força Total e a Persistência, houve campanhas de educação ambiental que contribuíram com a redução dos focos de calor. Rainho analisa que as queimadas no Estado são sazonais. Apesar da diminuição entre 2007 e 2008, houve aumento de 2006 para 2007. Ele lembra que o maior número de focos de calor em períodos proibitivos foi registrado em 2004. Foram 275,4 mil queimadas detectadas pelo Inpe, 85% a mais do que os focos registrados este ano.