O Ministério Público Estadual ingressou com representação no Conselho Regional de Medicina, requerendo a cassação do registro e a interdição cautelar do exercício profissional do médico Orlando Alves Teixeira, preso pela operação Pró-Vita, deflagrada pela Polícia Federal em 9 de março deste ano para o combate a comercialização de medicamentos ilegais e prática de aborto em Barra do Garças. Segundo a ação, o médico é acusado de praticar abortos ilegais e efetuar cobranças para realização de procedimentos e cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e desvio de material e medicamentos do SUS, alguns de uso proibido no país como Citotec e Mifepristone. Os medicamentos destinavam-se à prática de abortos clandestinos no Hospital Municipal de Barra do Garças. De acordo com os promotores, as cirurgias eram negociadas dentro e fora da unidade de saúde e giravam em torno de R$ 800 a R$ 3.000 por procedimento. Os valores variavam conforme a complexidade do caso, cujos procedimentos também eram remunerados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para os promotores de Justiça, os crimes cometidos pelo médico constituem infração ético-profissional, falta administrativa grave e ato de improbidade administrativa. O médico está afastado de suas funções nas unidades de saúde de Barra.