CIDADES
Sexta-feira, 24 de Maio de 2013, 20h:35
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GREVE DOS ÔNIBUS
Metade tem que rodar
Decisão da Justiça do Trabalho determina que 50% dos ônibus circulem durante a greve, que começa na segunda
ALECY ALVES
Da Reportagem
A greve dos motoristas de ônibus de Cuiabá e Várzea Grande, marcada para essa segunda-feira, vai começar em clima de batalha judicial. Ontem à tarde, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Tarcísio Valente, concedeu liminar obrigando o sindicato dos trabalhadores a manter o mínimo de 50% da frota em circulação, independente do horário, e não apenas 30%, como prevê a legislação geral em caso de serviço essencial. Essa decisão é o primeiro resultado da Ação de Dissídio Coletivo de Greve ajuizada anteontem pelo Sindicato das Empresas de Transportes Coletivo Urbano (STU). Entretanto, os patrões queriam bem mais, 100% dos ônibus rodando nos horários de picos (6h às 8h; 11h às 13h; 17h às 19h), quando o fluxo de passageiro é maior, e 70% nos demais períodos do dia, enquanto durasse a greve. Valente destaca que adotou essa decisão por se tratar de atividades indispensáveis às necessidades diárias da população e porque o sindicato não informou no comunicado de greve o percentual de trabalhadores estariam em atividade durante a paralisação. Pela decisão do TRT, o sindicato (STETT) terá de apresentar, no prazo de 72 horas, a quantidade, nomes e cargos do total de trabalhadores de cada empresa, bem como a quantidade que estará em atividade durante a greve, como forma de monitorar o cumprimento da decisão. Na mesma decisão, o desembargador designou a data e horário da primeira audiência, a de tentativa de conciliação entre os representantes dos dois sindicatos antes do julgamento do dissídio. Será no dia 31, sexta-feira, às 10 horas, no auditório 3 do TRT. Ontem à tarde, mesmo depois de impetrar a ação, o advogado do STU, Pedro Verão, compareceu àquela que pode ser a última reunião negociação antes da deflagração da greve. O encontro, agendado pela Superintendência do Trabalho e Emprego (SRTE), ocorreu no auditório do Instituto dos Rodoviários de Mato Grosso (Iromat), órgão do sindicato dos trabalhadores, mas terminou sem acordo. Verão disse que compareceu em respeito aos trabalhadores e representantes da SRTE, mas não tinha nenhuma proposta nova. Já Ledevino Conceição, presidente do Sindicato dos Trabalhadores, disse que pode até parecer muito a reivindicação de 33%, não para um salário tão defasado como o dos motoristas (R$ 1.507). Ledevino disse que a exigência para manter 50% dos ônibus circulando não muda a decisão e tampouco a estratégia de greve. Na segunda, quando o dia amanhecer, os trabalhadores estarão nas garagens, como fazem todos os dias, mas não sairão para trabalhar.