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CIDADES
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011, 21h:12

PRESÍDIO

Marmitex carregava 8 celulares

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Militar apreendeu ontem à tarde oito celulares dentro de um marmitex que seria entregue a presos da Penitenciária Central do Estado (PCE). A apreensão ocorreu durante a revista realizada pelo Batalhão de Guarda, responsável pela fiscalização de todos os produtos e alimentos que entram na unidade. As marmitas seriam para o jantar dos mais mil detentos. Segundo os policiais, as marmitas são fornecidas pela Boa Esperança Marmitaria, que há pelo menos três anos é responsável pela entrega de cerca de duas mil refeições por dia aos detentos. Os PMs esclareceram que não se trata de alimentação enviada por visitantes, uma vez que as visitas não ocorrem na segunda-feira. Os PMs receberam uma denúncia que haveria um “carregamento” de celulares dentro de um marmitex de alumínio, onde deveria estar verduras para salada. A partir daí, as embalagens foram revistadas até chegar aos celulares. Os motoristas da empresa foram levados para o Plantão Metropolitano da Capital para prestarem esclarecimento. Os policiais lembraram que as embalagens, no entanto, não vêm com etiquetas informando o setor em que serão distribuídas, ficando este serviço a cargo dos agentes prisionais. Com isso, fica mais difícil saber para qual detento os celulares seriam entregues. Os policiais não conseguiram descobrir quem receberia os celulares, mas existe a suspeita que iria para o raio 5, onde estão os traficantes e chefes de quadrilhas. Com os telefones celulares, os traficantes podem movimentar o tráfico de drogas de dentro do presídio. Além disso, numa demonstração de poder, os traficantes “distribuem” os celulares para outros presos. São celulares pré-pagos, o que dificulta a identificação. A colocação de crédito fica a cargo de familiares dos presos. Para driblar as revistas, os celulares – cada vez menores – são escondidos em pequenos buracos, dificultando a sua localização e apreensão. “Os presos percebem a movimentação de uma revista e já escondem os celulares. No tempo do tijolão (celulares grandes) era mais fácil localizá-los. Como ficaram pequenos, é mais fácil do preso escondê-los”, explicou um policial.

Edição EDIÇÃO 16962




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