O juiz Alex Nunes de Figueiredo, diretor do sistema prisional de Cáceres, afirmou ontem que na próxima semana a Cadeia Feminina será interditada. "Foi uma tragédia anunciada", disse ele, que já havia determinado que a cadeia não receba mais presas, devido ao problema da superlotação, falta de segurança e estrutura precária do prédio. Há uma semana houve um princípio de incêndio no local. "Já encaminhei vários ofícios à Secretaria de Segurança Pública expondo o problema e cobrando a segurança da PM no local. A resposta sempre foi a mesma: falta efetivo. Com a interdição, as presas terão que ser deslocadas e só voltam para lá quando o local oferecer condições". A falta de efetivo foi confirmada pelo tenente-coronel João Evangelista. O comandante do 6º BPM de Cáceres afirmou que o efetivo atual do batalhão é de 88 policiais. "Precisaríamos no mínimo do dobro". O oficial disse ainda que 40 PMs trabalham na segurança da Cadeia Pública, que tem capacidade para 192 detentos e abriga mais de 300. Informou que além da falta de efetivo, a PM de Cáceres tem apenas três viaturas para trabalhar. "Não temos como fazer a segurança na cadeia feminina", concluiu. (CND)