A irmã da índia Jaiya Xavante, Ligia Xavante, reafirmou ontem (9) em depoimento à Polícia Civil, a versão defendida pela mãe e pela tia de que a adolescente de 16 anos não sofreu nenhuma agressão que possa ter provocado sua morte, no último dia 25. Jaiya estava com a família na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), mantida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). De acordo com a polícia, a adolescente teve os órgãos sexuais perfurados e morreu durante uma cirurgia no Hospital Universitário de Brasília (HUB). A tia da adolescente, Maria Imaculada Xavante, foi apontada por uma fonte da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) como provável responsável pelas agressões. Ligia defendeu a tia e questionou a hipótese de perfuração dos órgãos sexuais, sustentada pela polícia. "Não foi assassinato, não foi estupro. Cadê a prova de que ela foi estuprada, de que ela foi perfurada? Quero ter essa prova, se foi realmente isso. Tanto lá na aldeia, como aqui em Brasília, a tia ajudava a cuidar. Se fosse ela, por que ela ia cometer o crime aqui e não na aldeia?, questionou. Ligia relatou que os índios da aldeia de origem de Jaiya, em Campinápolis (MT) estão revoltados com versão de que o assassinato pode ter sido cometido por alguém da família. O povo xavante não comete esse tipo de ato. Na aldeia, ninguém acredita que possa ter sido ela, simplesmente é um erro do médico. Acreditamos que foi erro médico, negligência, afirmou.