CIDADES
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009, 22h:04
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REFORMA AGRÁRIA
Incra tenta reintegrar sua sede em MT
DANA CAMPOS
Da Reportagem
A Procuradoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entrou ontem com pedido de reintegração de posse do prédio invadido nesta quarta-feira por 220 famílias membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST). A invasão, afirma o líder do MST em Mato Grosso, Edilson Almeida, o Barreto, foi em virtude da morosidade do Incra em concluir o processo de reforma agrária em Mato Grosso. Conforme Barreto, no Estado, pelo menos 3.500 famílias de pequenos produtores rurais aguardam pela reforma agrária, algumas delas esperam por um pedaço de terra há 11 anos. Ainda segundo o líder, em todo Mato Grosso existe nove áreas já regularizadas pelo governo do Estado e uma em fase de vistoria. Elas poderiam assentar aproximadamente 1.900 famílias. De acordo com Barreto, as áreas para o assentamento estão localizadas nas regiões dos municípios de Cáceres fazendas São Paulo, Rancho Verde, Nossa Senhora Aparecida e Santa Maria; de Nova Olímpia fazendas Palmital, Araçasul; de Cláudia, fazendas Panarama e Rio Azul; de Porto dos Gaúchos fazenda Sertão I e II, e de Acorizal fazenda Gleba Espinheiro. A reportagem tentou contato novamente com o superintendente do Incra, Willian Sampaio, para tratar sobre a morosidade apontada pelo MST. Por telefone, o superintendente informou que estava em uma reunião e pediu que ligasse meia hora depois. No entanto, a reportagem insistiu várias vezes, sem sucesso. A assessoria de imprensa informou que Sampaio tentou ontem de manhã realizar uma reunião com os manifestantes para esclarecer os tramites processuais, mas houve recusa e, por esse motivo, a Superintendência daria entrada no pedido de reintegração de posse da sede. Conforme Barreto, o pedido do superintendente foi para que os manifestantes evacuassem o prédio. Somente então realizaria a reunião. A gente não aceitou porque há meses estamos acampados na porta e nada foi resolvido. A invasão foi a última saída. Já tentamos todos os outros meios de manifestação, mas até agora não fomos atendidos, disse o líder do MST, informando que até domingo devem chegar aproximadamente 300 famílias oriundas de outros movimentos agrários, como da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso (Fetagri), da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Movimento dos Trabalhadores Acampados e Assentados (MTA).