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CIDADES
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008, 22h:41

FRAUDE AGRÁRIA

Incra tem novo superintendente

O novo superintendente do Incra em Mato Grosso, José Vasconcelos Figueiredo, tomou posse no cargo ontem e substituirá João Bosco de Morais, acusado de envolvimento em um esquema de fraudes em processos de desapropriação de terras e exonerado na semana passada. Figueiredo foi nomeado no dia anterior, com a publicação do nome no Diário Oficial da União. O diretor de Obtenção de Terras do Incra nacional, Nilton Guedes, veio a Cuiabá oficializar a posse. Figueiredo, de 53 anos, é engenheiro agrônomo de carreira. Aprovado no concurso público federal para a sede de Marabá, no Pará, em 1994, ele pediu transferência para Cuiabá este ano. Foi lotado no órgão como engenheiro agrônomo e passou a exercer, em Mato Grosso, a chefia de Divisão da Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamentos. Com a nova promoção, Figueiredo agora responde pelo órgão em Mato Grosso. Ele assume em um período conturbado dentro do órgão, após a exoneração do antigo superintendente, o servidor de carreira João Bosco de Morais. Sexta-feira passada, Morais e outros seis servidores do Incra regional foram denunciados pelo Ministério Público Federal e presos pela Polícia Federal. Sete processos de desapropriação fraudulentos já foram identificados. Após as prisões, suspensas no domingo por determinação do Tribunal Regional Federal, o MPF realizou novas denúncias. Desta vez, as acusações de desapropriação ilegal de terras e fraude nos trâmites públicos, que lesaram o erário em mais de R$ 14 milhões, recaíram sobre mais oito servidores e um ex-superintendente, Clóvis Figueiredo Cardoso, que agora advoga para Morais. No total, o número de envolvidos citados nas denúncias do MPF, entre funcionários públicos e proprietários de terras, já somam 36, sendo 20 do Incra. Outro ex-superintendente do órgão, Leonel Wohlfahrt, está entre os acusados. O órgão deverá abrir sindicância, informação repassada pela assessoria de imprensa, mas que não foi confirmada oficialmente. Na porta do Incra em Cuiabá, funcionários dizem acreditar na inocência dos colegas e sustentam uma hipótese de armação contra eles. Morais e os demais envolvidos não comentam o caso. Procurado pela reportagem, ele não quis se manifestar sobre as acusações. (KR)

Edição EDIÇÃO 16967




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