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CIDADES
Quinta-feira, 19 de Junho de 2008, 21h:03

SÃO JOSÉ DO XINGU

Grupo resgata 16 de condição degradante

A equipe do grupo móvel de fiscalização estadual resgatou 16 trabalhadores rurais que viviam em condições degradantes na fazenda Reunida, localizada no município de São José do Xingu, a 1.200 quilômetros a nordeste de Cuiabá. Os trabalhadores estavam alojados em três barracos de lona e um casal vivia dentro de um galinheiro. Conforme o grupo móvel, os resgatados atuavam nas atividades de cerqueiro, no desmate da área, no corte de lascas e em uma obra de alvenaria. Além da falta de condições de moradia, os trabalhadores não tinham a carteira profissional assinada pelo empregador. O proprietário da fazenda, o pecuarista José Carlos Ramos Rodrigues, terá de pagar a cada um dos ex-empregados o equivalente a R$ 2,5 mil a título de dano moral individual e mais as verbas rescisórias, o que totaliza cerca de R$ 80 mil. O procurador do Trabalho que compõe o grupo deve também cobrar dano moral coletivo. O grupo especial de fiscalização móvel estadual foi criado pela Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso e para essa operação foi composta por seis auditores fiscais, seis patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal, um procurador do Trabalho, um servidor do Ofício da Procuradoria Regional do Trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego. A fiscalização em curso começou no dia 9 de junho e até ontem o grupo havia fiscalizado cinco fazendas, três delas localizadas na região de Água Boa e duas na região de Confresa, cidades do nordeste de Mato Grosso. Nas outras propriedades foram encontrados trabalhadores sem carteira de trabalho assinada. CONFRESA - O carro usado pelo grupo móvel na fiscalização teve o pára-brisa quebrado e a capota amassada por pedradas, quando estava estacionado na garagem do hotel onde os profissionais ficaram hospedados. O carro pertence ao Ministério Público do Trabalho. A Polícia Militar do município informou que um homem ligou para a unidade dizendo ter sido ele quem jogou as pedras no carro e fez ameaças de morte aos integrantes do grupo móvel e à presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A polícia ainda não identificou o responsável pelo ataque. (Com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16964




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