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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2024, 15h:07

"HERANÇA" DE EMANUEL

Grupo na Câmara articula derrubar taxa do lixo e empréstimo

Medidas passaram pelo crivo do Legislativo e só entraram em vigor porque tiveram a aprovação da maioria

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Reprodução
Coleta irregular de lixo em Cuiabá é uma triste realidade, mas a Prefeitura cobra uma taxa

Passado o processo eleitoral sobre a disputa de vagas na Câmara de Cuiabá, um grupo de vereadores da base e da oposição está se unindo a fim de derrubar a aplicabilidade da taxa do lixo.

Esse grupo mira ainda a autorização para que o Município contraia um empréstimo de R$ 149 milhões.

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Essas duas questões foram temas de debate, durante a sessão ordinária de terça-feira (15).  

Vale lembrar, contudo, que ambas as medidas passaram pelo crivo do Legislativo e só entraram em vigor porque tiveram a aprovação da maioria dos parlamentares.  

A sugestão de suspender o empréstimo partiu de um aliado de primeira hora do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o vereador reeleito Adevair Cabral (Solidariedade).

A medida ainda foi endossada pelo vereador Demilson Nogueira (PP), também reeleito, que, apesar de ser da oposição, também votou favorável quando o projeto tramitou na Câmara de Cuiabá.  

O progressista acredita que a contratação ou não dessa operação financeira deve ser definida pelo novo prefeito da Capital, que será definido no próximo dia 27.

“A atual gestão tinha feito uma proposta e nada avançou. E nós já estamos prestes a escolher um novo prefeito e ele tem que definir as metas que ele quer trabalhar. Naquele momento, eu entendi que o Contorno Leste tinha que avançar, que a Feira do Porto tinha que avançar e que buracos tinham que ser tapados. No entanto, a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro está acabando e estamos elegendo um novo prefeito. Então, que esse novo prefeito defina suas metas e, se tiver que fazer um empréstimo que ele mande para essa Casa”, explicou Nogueira.

DINHEIRO E LIXO - A autorização para contração do empréstimo foi aprovada na Câmara em julho deste ano.

O recurso seria fatiado e utilizado para pavimentação asfáltica, revitalização do Mercado do Porto, instalação de usinas fotovoltaicas e obras do Contorno Leste.

A polêmica em torno do tema foi tanta, que o Tribunal de Contas do Estado entrou na jogada e homologou uma tutela provisória de urgência, que suspendeu a transação.  

Já com relação a taxa de lixo, o argumento utilizado pelos vereadores é a cobrança retroativa que a agência reguladora teria autorizado, mesmo diante da ineficácia da coletiva de lixo, que não está sendo feita de forma regular nos bairros de Cuiabá.

 Ambos os projetos devem ser apresentados na próxima sessão, que acontece nesta quinta-feira (17).


Edição EDIÇÃO 16967




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