Grupo adquiria empréstimos usando imóveis fraudulentos
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a denúncia de que um grupo de pessoas vinha adquirindo empréstimos junto a instituições financeiras e dando como garantia imóveis fraudulentos, que na verdade eram fictícios, e descobriu a ação dos presos ontem na operação "Terra Fria", em Vila Rica. O inquérito apontou que Lenira Carvezan Momo e Adriana Medianeira Richi de Richi Momo, além de um foragido, tomaram os financiamentos, por meio de cédulas de crédito rural, lançando mão do esquema. O MPF suspeita que os médicos e empresários donos do Hospital São Paulo, em Vila Rica, Geraldo Todoro de Faria e José Teodoro de Faria, também adquiriram ilegalmente áreas da Fazenda Califórnia com o mesmo intuito dos demais. Documentos apontam a realização de empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Banco do Brasil. Um no valor de R$ 120 mil, e outros dois de R$ 88 mil e R$ 25 mil, além de uma hipoteca de R$ 1,2 milhão. Além de utilizar o documento de propriedade falso para concessão do crédito, eles ainda utilizam a mesma área, com outra matrícula, como pertencente a um fiador. O envolvimento de Leonídio Benedito Chagas foi constatado nesta fraude também. Em uma das operações, ele teria se responsabilizado pelo pagamento de uma dívida de R$ 206 mil, contraída por Lenira Carvezan, por meio de uma averbação baseada em matrícula fundiária fictícia. (KR)