CIDADES
Segunda-feira, 13 de Julho de 2015, 20h:08
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INSTITUTO FEDERAL
Greve prejudica mais de 10 mil alunos
Assim como na UFMT, as aulas no Instituto Federal de Mato Grosso estão suspensas por tempo indeterminado, em virtude de greve dos servidores
YURI RAMIRES
Da Reportagem
O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) entrou em greve ontem e as aulas estão suspensas por tempo indeterminado em sete dos 19 campi da unidade de ensino espalhadas pelo Estado. O movimento acontece em âmbito nacional e já havia sido sinalizado pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Uma proposta de reajuste já havia sido feita pelo governo federal, no entanto, a categoria recusou. Foram oferecidos 19,8%, divididos em quatro anos. Para os grevistas, o valor é inferior à inflação ocasionada pelo período, logo, eles buscam um reajuste de no mínimo 27,3% no salário, em parcela única, bem como a regulamentação da atividade de docente, 30 horas semanais de trabalho, bem como a reestruturação do plano de carreira. Não aceitamos o argumento de que o governo não tem dinheiro para nos atender, pois quase R$ 3 bilhões são pagos por dias aos banqueiros, diz trecho da carta do sindicado à comunidade acadêmica. Com a paralisação, mais de 10 mil alunos, dos mais de 20 mil, devem ficar sem aulas, que já estavam chegando ao fim tento em vista o período de recesso escolar no meio dos semestres. No entanto, foi advertido que isso não prejudicará os estudantes. Já o número de servidores chega a 1.700 e 80% deles já aderiram o movimento. Os servidores também lutam contra a precarização da Rede Federal de Ensino e por uma expansão responsável e de qualidade, bem como a democratização dessas instituições. Fatos como privatização dos serviços também estão nas reivindicações da categoria. A última greve da categoria aconteceu em 2012, e as reivindicações acordadas, não foram cumpridas, por isso, a necessidade de uma nova paralisação. Naquela oportunidade, os estudantes ficaram sem aulas por quatro meses e dessa vez, também não há previsão de retomada das atividades, conforme a seção estadual do sindicato. Cumpre salientar que em 2014 não ocorreu negociação por parte do Governo Federal, bem como a conduta se repete em 2015, ignorando todas as reivindicações desta categoria, não restando alternativa senão a deflagração da greve, explicou o movimento em oficio encaminhado ao Ministério da Educação. Com a adesão do IFMT, sobe o número de instituições em greve no Estado. Além deles, estão paralisados o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Na Capital já paralisaram os médicos (duas vezes no ano), bancários, motoristas do transporte coletivo e outros.