CIDADES
Segunda-feira, 01 de Junho de 2015, 21h:20
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Greve de professores deixa alunos da Unemat sem aula
Após não concordarem com o pagamento parcelado referente à Revisão Geral Anual (RGA), os professores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) cruzaram os braços ontem. Eles querem o pagamento integral de 6,22% do RGA, sendo que a segunda metade só seria recebida em novembro. A decisão já havia sido tomada na última terça-feira (26) na assembleia realizada pela Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat). Por enquanto, o Governo pagou metade do reajuste, 3,11% na folha de maio. A reitoria já foi informada da greve, e já está aberta para diálogo. Entretanto, deixou claro que a reivindicação só pode ser atendida pelo Governo do Estado e não pela administração da universidade. O presidente da Adunemat, Leonir Amantino Boff, disse que a greve seria legal e a categoria só estaria cobrando um direito. O governo é obrigado a pagar o que prometeu, disse. Na última semana, o Governo, por meio da Secretaria de Estado de Gestão, notificou os sindicatos sobre a proposta do reajuste. Entretanto, a Secretaria de Fazenda já deixou claro que a integralidade do reajuste não pode ser concedida porque o Governo já alcançou o limite da folha salarial. O problema é que a Lei de responsabilidade Fiscal não permite que esse teto seja ultrapassado, sob pena de haver bloqueio de recebimentos de recursos da União ao Estado, além da não realização de novos contratos com bancos, visando a investimentos. A greve não atingiu todos os campi da universidade, que somam 13 em todo o Estado. Em Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres, Colíder, Diamantino, Nova Mutum e Nova Xavantina ainda há aula. Ao todo, mais de mil professores estão paralisados. Já os técnicos mantiveram as atividades. O sindicato da categoria informou que eles não aceitaram a proposta do governo, mas que ainda aguardam um prazo de cinco dias para uma resposta, antes de optar ou não pelo movimento grevista. (YR)