Rapazes que mataram gerente da Gráfica do Grupo Gazeta foram apresentados ontem pela DAS
DANIEL PETTENGILL
Da Reportagem
A polícia apresentou ontem os dois rapazes acusados de assassinar o gerente da gráfica Millenium, Luiz França de Moura Neto, encontrado morto com boa parte do corpo carbonizado na última quarta-feira em Várzea Grande. A gráfica pertence ao Grupo Gazeta de Comunicação. Alecsandro Pacheco Cunha, de 22 anos, e Cleidinaldo Souza Cardoso, de 18, confirmaram à imprensa que decidiram matar o primo do senador Antero Paes de Barros para roubar seu veículo, um Vectra prata já recuperado pela polícia. Além do veículo, os rapazes levaram também um aparelho de CD player e um magazine para 20 discos compactos. A investigação do crime iniciou-se pela Divisão Anti-Seqüestro (DAS) da Polícia Civil, depois que um amigo de Luiz Neto registrou o seu desaparecimento, ocorrido na noite de terça-feira. O caso começou a ser desvendado assim que policiais da Delegacia de Homicídios noticiaram ao DAS o encontro de um cadáver na manhã seguinte, na rodovia dos Imigrantes. O amigo do gráfico foi chamado para ir ao local e reconheceu o corpo. Segundo o delegado Luciano Inácio, as investigações conduziram a polícia a rastrear dois cheques que seriam da propriedade de Luiz Neto, compensados um dia após o fato. Um deles possuía grafia diferente do que foi usado para pagar a despesa em uma choperia. A vítima passou algumas horas com a dupla numa choperia da avenida Presidente Marques. De lá, os três foram para um motel na região do Coxipó, onde aconteceu o crime, relatou o delegado. Alecsandro e Cleidinaldo contaram à polícia que eram garotos de programa. Ambos praticavam vale tudo - luta que reúne várias artes marciais. De acordo com Luciano Inácio, os rapazes espancaram violentamente Luiz Neto ainda na suíte 32 do motel. Enquanto Cleidinaldo aplicava um mata leão- golpe de asfixia típico de lutadores de vale-tudo - Alecsandro desferia chutes em seu rosto. Já morto, Luiz Neto foi levado para um terreno às margens da rodovia. Em seguida, eles atearam fogo no corpo do empresário na tentativa de dificultar a sua identificação. Uma testemunha relatou aos policiais que percebeu manchas de sangue em baixo do veículo, no pátio do motel.