CIDADES
Quarta-feira, 09 de Dezembro de 2015, 20h:06
A
A
SAÚDE
Forças Armadas X Mosquito
Estado de Mato Grosso deve ter o apoio das Forças Armadas no combate ao mosquito Aedes aegypti
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Assim como os estados de Pernambuco e Espírito Santo, Mato Grosso deve ter o apoio das Forças Armadas no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. A participação foi anunciada pelo vice-governador do estado, Carlos Fávaro (PSD), após reunião com a presidente Dilma Rousseff (PT), em Brasília. No encontro, foi discutido o plano emergencial de enfrentamento que vem sendo elaborado e prevê a participação dos governos federal, estaduais e municipais no combate ao vetor. Apesar do anúncio, até ontem (9) ainda não estava confirmado quando os militares estarão nas ruas do Estado. Responsável pelo aumento vertiginoso dos casos de dengue e de microcefalia em todo país, o Aedes preocupa. Neste ano, até o fim de novembro passado, Mato Grosso registrou 25.470 casos de dengue. O número representa um aumento de 132% em relação ao mesmo período de 2014, quando o estado apresentou 10.971 infectados pelo mosquito. Os registros de microcefalia subiram para 76 casos suspeitos e investigados. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que, até novembro deste ano, a Vigilância em Saúde já recebeu aproximadamente R$ 10 milhões para aplicar em programas existentes no setor, como saúde do trabalhador, laboratório, vigilâncias sanitária, ambiental e epidemiológica e também imunização (vacina). Quanto ao investimento específico para o combate ao Aedes aegypti realizado até o momento, a SES alegou que precisaria de mais tempo para fazer esse levantamento e que aguardava o retorno do secretário, Eduardo Bermudez, que se encontrava, em Brasília, discutindo o assunto com demais secretários de Saúde e representantes do Ministério da Saúde (MS), para fazer o cálculo do investimento que ainda será disponibilizado. Porém, citou a aquisição de veículos para serem utilizados no combate ao mosquito e que serão disponibilizados para o interior do Estado. Alguns até já foram. Neste caso foram investidos aproximadamente R$ 1,5 milhão, informou. Conforme dados da SES, dos 76 casos de microcefalia, 67 são de Rondonópolis, dois de Alto Garças, e os demais em Alto Araguaia, Itiquira, Jaciara, Pedra Preta, São José do Povo e Tesouro. A equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis, juntamente com a Santa Casa de Misericórdia e Maternidade, ainda trabalha na busca ativa de casos no mês de agosto. Concomitante a isto, as famílias dos bebês identificados com microcefalia estão sendo contatadas para que seja feito o acompanhamento e a reavaliação dos bebês e todos os exames necessários, destacou.