Uma operação realizada ontem em Cáceres fechou sete farmácias e prendeu em flagrante cinco proprietários dos estabelecimentos sob a acusação de vender medicamentos falsificados e adulterados. A operação, denominada Salus em referência à deusa grega da Saúde, foi desencadeada a pedido do Ministério Público Federal e realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anavisa), Secretaria de Estado de Saúde, Ministério Público Estadual e Polícia Federal. O nome dos presos foi mantido em sigilo pela polícia. Segundo a procuradora da República em Cáceres, Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro, nesta região os medicamentos têm como principal porta de entrada a fronteira com a Bolívia, mas entram no Brasil também pelo Paraguai. São várias as ocorrências de apreensões de produtos ilícitos nos postos de fiscalização da fronteira e, em muitas dessas apreensões, foram encontrados medicamentos adulterados, falsificados e de uso proibido no Brasil, explicou. Cáceres fica a 210 quilômetros da Capital e faz fronteira seca com a Bolívia, o que facilita a entrada de produtos contrabandeados. Na operação de ontem, uma quantidade de medicamentos que encheu a carroceria de uma caminhonete foi apreendida, a maioria em uma única farmácia. A cidade tem um total de 28 drogarias e sete farmácias de manipulação. Doze drogarias foram fiscalizadas e mais da metade, interditada. Além do crime de venda de remédios irregulares, a Anvisa constatou que as farmácias fiscalizadas não contavam com um farmacêutico responsável. A população de Cáceres está correndo um grande risco, avaliou o assessor de Inteligência da Anvisa, delegado Adilson Batista Bezerra. Segundo ele, mais grave ainda que produtos cuja venda não é permitida por não possuir o registro da Anvisa, é a venda de remédios falsificados. Em Cáceres, além de fitoterápicos adulterados e sem registro, encontramos dois medicamentos falsificados, o cialis, fabricado no Brasil pelo laboratório Eli Lilly, e o viagra, do Pfizer. Ambos são indicados para a disfunção erétil. Dos cinco proprietários presos, quatro responderão a processo na Justiça Federal e um, na estadual. O crime previsto no artigo 273 do Código Penal (vender ou estocar medicamentos adulterados ou falsificados) é considerado hediondo, não permitindo o pagamento de fiança para que o processo seja respondido em liberdade. Se condenados, os presos poderão pegar uma pena de 10 a 15 anos de prisão. As farmácias ficam interditadas até que tenham a situação legal regularizada. A Anvisa informa que denúncias podem ser feitas pelo site
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