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CIDADES
Domingo, 13 de Setembro de 2009, 01h:17

Familiares sustentam que juiz é o único punido

Para a família de Leopoldino Marques do Amaral, nesse crime, envolto de mistérios, o único punido foi o próprio juiz. “Meu pai fez denúncias graves e acabou sentenciado à pena de morte”, diz o filho, Leopoldo Amaral. Leopoldo reclama que as investigações das acusações feitas pelo pai não prosseguiram. Nada foi descoberto e ninguém, punido. “Tudo ficou focado nele, nos supostos desvios de verbas praticados por ele”. O que intriga Leopoldo é a contabilidade do montante que o pai teria desviado. “Falam em milhões, mas ele tem dívidas altíssimas em bancos”, diz. Conforme ele, somente o Banco do Brasil está acionando um fiador, com a morte do pai, por um empréstimo não pago que hoje passaria de R$ 800 mil. Além desse, há outros em vários bancos. “Se meu pai roubou tanto como disseram, onde está esse dinheiro todo, se ele tinha tantas dívidas”, questiona o filho. “E se ele estava roubando e o Judiciário sabia, por que não o pararam em vida?”. Na família, segundo Leopoldo, há um sentimento de revolta pela conclusão de que, 10 anos depois, nada foi feito. E de tristeza por uma série de ações pós-morte, como a exumação do corpo do juiz sob o argumento de suspeitas de que estava vivo e morando na Argentina. “Nunca tivemos dúvida sobre a morte dele; eu vi e reconheci o corpo do meu pai morto”, desabafa. “Pediram a exumação sem base, apenas sustentada em boatos da própria Beatriz. Por que o interesse de saber se ele havia morrido mesmo e não de quem o matou?”. Depois da exumação, reclama Leopoldo, sequer reconstruíram o túmulo. Coube à família o custeio da obra. Leopoldo ingressou na Justiça com uma ação de reparação de danos financeiros e morais contra o Estado. (AA)

Edição EDIÇÃO 16963




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