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Quinta-feira, 21 de Junho de 2012, 22h:32

TRÁFICO

Falta base aérea para o combate

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A falta de uma base aérea federal é um dos pontos fracos do combate ao tráfico de drogas em Mato Grosso, estado que conta com cerca de 800 quilômetros de fronteira seca e alagada. De acordo com o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, delegado Denis Maximino do Ó, na região, as bases mais próximas ficam em Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). “Falta base área na região para o combate ao tráfico”, reforçou Denis Maximino. A expectativa é quanto à aprovação dos aprovados do novo concurso para a PF, que está em andamento. Em todo o país, são 600 vagas abertas, entre delegado, perito criminal e escrivão. “É uma questão de estratégia nacional, mas serão lotados nos estados de fronteiras”, disse o delegado ao ser indagado se o número de policiais destinados para o Estado será suficiente. “Será um reforço a mais”, completou. O número de atuais PFs em atividade e o de vagas ofertadas para o Estado não foram informados. Ontem, aconteceu a maior incineração de entorpecentes já feita pela Polícia Federal. Foram destruídas cerca de 4,5 toneladas - mais de 3,2 somente de cocaína e 1,2 de maconha, além de 137 comprimidos de ecstasy e 9 selos de LSD. A destruição ocorreu mediante autorização da Justiça. Até junho deste ano, a PF já apreendeu 2,5 toneladas de cocaína e 800 quilos de maconha. Em 2011, foram retiradas de circulação 6,3 toneladas de cocaína, além de 1.800 Kg de maconha. Conforme Denis, o ingresso da maior parte da droga que passa ou fica no Estado ainda ocorre via fronteira e de forma aérea. “Posteriormente, é distribuída via terrestre para os grandes centros consumidores”, explicou. Além disso, o principal país fornecedor da cocaína continua sendo a Bolívia. Lá, a droga é comprada por cerca de R$ 2 mil o quilo. Ao chegar em Mato Grosso, custa em média R$ 6 mil Kg e, em São Paulo, R$ R$ 10 mil. Já a maconha é adquirida, principalmente no Paraguai, por aproximadamente R$ 200 o quilo. Aqui, R$ 1 mil/kg.

Edição EDIÇÃO 16966




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