Após mais de uma semana, os índios da etnia enawenê nawê liberaram a ponte sobre o rio Juruena, em Juína, na região noroeste de Mato Grosso. A liberação aconteceu por volta das 9h30, após decisão dos próprios indígenas. A ponte foi fechada no último dia 8 como forma de protesto por melhores condições de saúde e falta de medicamentos na aldeia. Desde então os índios começaram a cobrar pedágio dos veículos. Dos carros pequenos eram cobrados R$ 100. Já motocicletas pagavam R$ 50. O valor arrecadado, em torno de R$ 150 mil, será usado em abastecimento de um barco e na compra de medicamentos. Os únicos que passavam sem necessidade de pagar o pedágio eram ambulâncias, viaturas e veículos oficiais. Apesar da liberação, os índios informam que suas reivindicações não foram atendidas. E anunciam ainda que, caso a situação persista, novos protestos deverão ocorrer. Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do governo federal, informou que o posto de saúde de Juína mantém um estoque regular de medicamentos da atenção básica. A SESAI informou ainda que a partir do próximo ano, a lista de produtos ofertados nos postos que atendem população indígena será ampliada, passando de um total de 500 para 800 medicamentos, segundo portaria assinada no início do mês.