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CIDADES
Terça-feira, 19 de Março de 2013, 20h:48

UFMT

Estudantes rejeitam reconciliação

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que foram agredidos e presos por policiais militares da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), durante um protesto no dia 6 de março, na avenida Fernando Corrêa da Costa, podem ser réus em um processo aberto pelos seus agressores. Na audiência ocorrida nesta terça-feira (19) no Juizado Especial Criminal de Cuiabá, os seis estudantes rejeitaram a proposta de reconciliação judicial, que previa o cumprimento de penas alternativas (prestação de serviços comunitários) por cinco meses. Com isso, os autos serão remetidos para apreciação do Ministério Público Estadual, que irá decidir se arquivo o processo ou o leva à Justiça. “Não fizemos acordo porque assumiríamos uma culpa que não é nossa”, argumentou Caiubi Kuhn, 22 anos, um dos que foi agredido e preso. Os policiais militares Alexssandro Marcondes Freitag, Edvandro de Oliveira Pereira Leite e Wittenberg Souza Maia acusam os estudantes de cometer os crimes de desacato, perturbação ao trabalho e lesão corporal leve. A manifestação dos estudantes reprimida violentamente pela Rotam era por moradia estudantil, diante da decisão da reitoria em desativar cinco casas alugadas que abrigam 50 universitários. Na ocasião, pelo menos 10 estudantes foram parar no pronto-socorro, devido a ferimentos causados por socos, chutes, “pescotapas” e, principalmente, disparos de balas de borracha. O responsável por comandar a ação, capitão Gilson Vieira da Silva, e outros dois soldados foram afastados das funções e passaram a responder a um inquérito instaurado pela própria PM, que pode culminar em punições que vão desde a advertência à exclusão da corporação. Os resultados devem sair em 30 dias. Os estudantes, por sua vez, irão processar o Estado pelas agressões sofridas. OCUPAÇÃO - Desde o dia seguinte ao episódio com a Rotam, os estudantes permanecem ocupando a reitoria da UFMT. Eles, que alegam que a decisão da reitora Maria Lúcia Cavalli Neder representa uma redução de vagas, condicionam a desocupação ao atendimento de reivindicações, que são a manutenção das casas alugadas e a ampliação imediata de novas moradias estudantis, dentre outras. A comissão de negociação da UFMT propõe que os universitários deixem as casas alugadas e passem a residir no alojamento, inaugurado em janeiro, situado dentro do campus Cuiabá, sob o argumento de economizar com o valor pago com os aluguéis. Cada casa custa, por mês, R$ 2,5 mil. O contrato de aluguel da UFMT com os proprietários das residências expira de vez em maio, segundo os estudantes. Já a UFMT, alega que o prazo se encerra em abril. (HF)

Edição EDIÇÃO 16966




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